F1: FIA libera 'truque' de motores da Mercedes e Red Bull em 2026
Reunião das fabricantes com a Federação não produziu nenhuma decisão relacionado à taxa de compressão das unidades de potência
No final, tudo permanece como está: a Mercedes e a Red Bull Powertrains poderão começar a temporada 2026 da Fórmula 1 com a unidade de potência com o suposto 'truque' que, quando quente, é capaz de aumentar a taxa de compressão até 18:1, enquanto o motor, na temperatura ambiente, permanece comprimida em 16:1.
A questão tem sido motivo de grande intriga desde antes da notícia vazar para o público em geral em dezembro. Como parte do processo natural de recrutamento de funcionários de fabricantes concorrentes, espalhou-se o boato de que duas dessas empresas haviam encontrado uma maneira de contornar a intenção desse detalhe nos regulamentos das unidades de potência de 2026.
A redação do artigo estipula que a taxa de compressão de 16:1 (inferior ao máximo anterior de 18:1) seria controlada por meio de medições feitas com os motores "frios".
Embora a FIA tenha afirmado anteriormente estar empenhada em "resolver" a controvérsia antes do início da temporada, fontes do Motorsport.com relatam que os representantes da entidade defenderam, na reunião, as escolhas técnicas previstas no novo regulamento.
A questão da exploração do problema e os possíveis meios de alterar a forma como as taxas de compressão são medidas foram colocados no topo da pauta da reunião de quinta-feira entre a FIA e as montadoras.
Apurou-se que Ferrari, Honda e Audi reclamaram veementemente dos efeitos da brecha identificada por Mercedes e Red Bull. De qualquer forma, é tarde demais para modificar motores que passaram pelo processo de homologação há meses, então qualquer vantagem de desempenho – estimada em cerca de 10 cv, potencialmente alguns décimos de segundo por volta – está garantida até 2027.
Mercedes W17
Foto di: Mercedes AMG
As reclamações da Ferrari, Honda e Audi não tiveram efeito. A ideia de adicionar um sensor na câmara de combustão que permitisse à Federação ler os dados também a quente não encontrou unanimidade, portanto não há instrumentos para bloquear um conceito que para alguns é geniosa e para outros não passa de um 'truque' que desrespeita o espírito das regras.
Mattia Binotto, chefe do programa de F1 da Audi, esperava que a reunião dos fabricantes de motores pudesse ao menos definir os próximos passos, mas tudo, ao contrário, ficou estagnado no status quo.
A nova era técnica da F1 começará, portanto, em meio a controvérsias, e não é improvável que alguém apresente um protesto oficial para aumentar as tensões já no primeiro GP. Este é apenas o primeiro caso a vir à tona, mas parece haver outras questões não resolvidas que podem obscurecer o início de um novo e muito aguardado ciclo regulatório.
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