F1 - Hakkinen: "Acho que eu era um pouco melhor que Schumacher"
Finlandês comentou a rivalidade com o heptacampeão desde as categorias de formação para a F1
Mika Hakkinen, ao comentar a rivalidade com Michael Schumacher na década de 1990 e 2000 da Fórmula 1, afirmou que se via superior na pista e que não era afetado pelas guerras psicológicas do alemão da Ferrari.
No podcast High Performance, o bicampeão mundial falou sobre sua longa rivalidade com Schumacher. "Eu observava Michael com muita atenção. Estudava suas linhas de corrida, sua pilotagem, o uso do volante. Para mim, não havia nada extraordinário nele. Acho que eu era um pouco melhor".
"Fisicamente, Michael era muito forte e usava essa força na pilotagem. Ele transformava isso em vantagem ao trabalhar com os pneus ou ao forçar a suspensão. Além disso, tinha talento, uma forma de pensar, habilidade para equilibrar e um controle incrível do carro".
"Ele tentou me pressionar psicologicamente, mas não funcionou. Tentou de várias maneiras, mas para mim não fazia diferença. Eu confiava tanto na McLaren, no meu time e em mim mesmo que nada poderia mudar isso".
Michael Schumacher, Ferrari F399, McLaren MP4/14 Mercedes, Mika Hakkinen
Fotoğraf: Motorsport Images
O finlandês também relembrou momentos da disputa entre os dois antes mesmo da F1: "Houve muitos momentos inesquecíveis na nossa disputa. Por exemplo, o que aconteceu na corrida de Fórmula 3 em Macau, em 1990. Eu ganhei a primeira corrida, Michael ficou em segundo. Eram duas corridas e os resultados eram somados".
"Eu ganhei a primeira corrida, Michael estava dois segundos atrás. Na segunda corrida, ele estava na frente, eu atrás, e sabia que venceria. Macau é uma pista de rua incrível, tudo pode acontecer. Na última volta, em uma curva rápida, ele cometeu um erro incrivelmente estúpido, o que me deu a chance de ultrapassá-lo".
"Ao passar, ele olhou pelo retrovisor e virou um pouco o volante. Toquei na roda traseira dele, mas continuei meu caminho. Eu poderia ter ficado irritado, mas entendi que isso não mudaria nada".
"Michael era um adversário duro. Ele também teve problemas com Hill, Villeneuve e Coulthard. Era um piloto implacável, às vezes injusto. Mas sempre que havia uma discussão, eu pensava que precisava vencê-lo na pista, não com palavras".
"Depois do incidente em Macau, entendi sua filosofia, e ele viu como eu reagia a isso. Depois, durante a disputa, usamos pequenos truques, mas nunca chegamos a nos tocar", concluiu.
Causos com GALVÃO, REGI, EVERALDO MARQUES, BURTI e cia: ALFREDO BOKEL diz TUDO dos jornalistas da F1
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