F1: Hamilton diz que carro de 2022 da Mercedes "não está longe" da desastrosa McLaren de 2009
Heptacampeão citou este exemplo para falar que a Mercedes pode ainda dar a volta por cima neste ano.
O heptacampeão Lewis Hamilton comparou sua Mercedes W13, carro da equipe alemã de 2022, com o McLaren MP4-24 de 2009, que ele considera o pior que já guiou em sua carreira na Fórmula 1.
Naquele ano, a McLaren teve um início desastroso de campeonato, com a Brawn GP liderando o grid graças ao inovador difusor duplo, enquanto a Red Bull tornava-se uma vencedora regular. Na primeira metade do ano, Hamilton terminava frequentemente fora dos pontos, conseguindo apenas um quarto, um sexto e um sétimo lugares.
Mas a equipe de Woking trabalhou duro para desenvolver seu carro problemático, com Hamilton eventualmente conseguindo vencer os GPs da Hungria e de Singapura, faturando ainda mais quatro pole positions. O britânico citou o MP4-24 como exemplo de como uma equipe pode dar a volta por cima no esporte.
"Há pessoas que assistem e dizem que nunca tive um carro ruim. Posso garantir a vocês que já tive. O de 2009 estava muito, muito longe, foi o pior carro que já tive. Esse carro atualmente não está muito longe disso, mas acho que tem muito potencial".
"E assim como fizemos com aquele carro, eventualmente voltamos à luta. E tenho toda a fé de que minha equipe poderá fazer isso agora também".
Lewis Hamilton, McLaren MP4-24 Mercedes
Photo by: Rainer W. Schlegelmilch / Motorsport Images
Falando sobre o que saiu de errado em 2009, Hamilton disse que a McLaren havia subestimado quanto downforce tinha que gerar após uma mudança no regulamento.
"O cenário em 2009, eu estava no meu terceiro ano na F1 e entrávamos em uma nova era do carro. E eu me lembro de voltar em janeiro ou fevereiro e lembro de ouvir o chefe de aerodinâmica e a direção da equipe falando que já haviam atingido o objetivo".
"O novo regulamento dizia que teríamos 50% a menos de downforce em 2009, então eles projetaram o carro para ter 50% de downforce a menos! E me lembro de ouvir eles falando isso em fevereiro e pensar que isso não parecia certo...".
"Mas eu não tinha tanta experiência naquele momento. Então chegamos no primeiro teste e vi que os outros tinham praticamente o mesmo downforce do ano anterior. E eles perceberam que teriam que trabalhar em cima disso de novo. Depois chegamos lá".
Por outro lado, Hamilton reforçou que a Mercedes não cometeu um erro similar com o W13, mas sim que o porpoising é o principal fator limitante.
"Esse é diferente porque a equipe não está em uma situação de 'já atingimos nosso objetivo'. Não sabíamos onde todos estariam. Eles inovaram muito com o design. E nosso túnel de vento dizia que tínhamos bom downforce".
"E infelizmente, chegamos à pista e não vimos isso... Não havia quicadas no túnel de vento. E nos deparamos com esse fenômeno. Essa experiência é mais difícil de resolver do que imaginávamos. Mas, como já disse, o que não nos mata apenas nos torna mais fortes. E encontraremos uma saída, de um jeito ou de outro".
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