Fórmula 1 GP do Japão

F1: Hamilton explica por que Ferrari tem sido inconsistente

Charles Leclerc também falou sobre desclassificações em Xangai; para ele, Scuderia "brincou com os limites"

Lewis Hamilton, Ferrari

Lewis Hamilton disse que o fato de ter que entender melhor as configurações dos carros da Ferrari é a principal explicação por trás de sua performance irregular no início de sua passagem pela Scuderia na Fórmula 1.

Hamilton e Charles Leclerc tiveram dificuldades para manter o ritmo no Q3 da Austrália, apesar de terem se mostrado fortes no início. A dupla também teve um fim de semana de emoções opostas na China, onde Hamilton venceu a sprint largando da pole, mas ficou fora do ritmo durante o GP.

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Por fim, os dois pilotos foram desclassificados por infrações técnicas em Xangai, perdendo o quinto e o sexto lugares, o que contribuiu para o início de temporada inexpressivo da Ferrari, já que a Scuderia ainda não conseguiu extrair a velocidade inerente do SF-25 de forma confiável.

Quando perguntado por que o desempenho da equipe no início de 2025 tem tido tantos altos e baixos, Hamilton respondeu: "É uma combinação de provavelmente várias coisas diferentes, mas acho que, na maioria das vezes, é apenas a configuração."

"Ainda estou aprendendo sobre esse carro, então ainda não testei todos os itens que eles têm. No final das contas, tomei a decisão errada sobre a configuração para o sábado, na classificação da última corrida, com a qual tive que conviver durante a corrida."

"Se tivéssemos deixado o carro inalterado ou, na verdade, se o passo que demos tivesse sido uma melhoria, acho que poderíamos ter nos classificado entre os três primeiros, o que, provavelmente, teria tido um resultado muito diferente."

"Mas não foi esse o caso e foi muito difícil pilotar desde o momento em que saímos para a classificação. E depois foi a mesma configuração no domingo, então tivemos que perseverar."

Lewis Hamilton, Ferrari

Lewis Hamilton, Ferrari

Foto de: Clive Mason/Getty Images

Hamilton disse que está satisfeito com a forma como se adaptou dos carros da Mercedes para os da Ferrari, que são muito diferentes. Ele estava em desvantagem porque não tinha conseguido simular corrida em clima seco antes do fim de semana na China, nem tinha experimentado o composto C2 mais duro da Pirelli, que se mostrou essencial para uma corrida com uma única parada.

"Acho que, fora dessa garagem, a maioria das pessoas subestima completamente o que realmente fazemos", explicou o heptacampeão.

"Quando falamos de configuração e mudanças que estamos fazendo, todos os gráficos diferentes que você olha para a aerodinâmica, equilíbrio entre curvas, mecânico, de rolagem... Todas essas coisas diferentes com as quais estamos tentando brincar e ajustar durante um fim de semana."

"Depois de analisar as duas últimas corridas, na primeira eu não me senti muito bem no carro no início, mas nosso ritmo não foi tão ruim nos dois primeiros dias. No domingo, foi a primeira vez que pilotei o carro na chuva e eu estava aprendendo muito durante o GP."

"Na última corrida, foi a primeira vez que fiz uma long run. Todos os outros pilotos tiveram a chance de fazer o teste de Abu Dhabi e experimentar o pneu 2025. Eu não tive. E aí fomos para o teste no Bahrein e o carro quebrou. A sprint foi a primeira vez que fiz um stint de 20 voltas e, na corrida, foi a primeira vez que experimentei o C2, então estava aprendendo isso em uma corrida.

"Definitivamente, eu estava começando a sentir o efeito da impossibilidade de fazer o teste no final do ano e, por isso, pensando bem, estou muito feliz com a minha adaptação em apenas dois fins de semana. Mas tenho muito trabalho a fazer para ter certeza de que será melhor daqui para frente."

Leclerc: desclassificação foi por "brincar com o limite"

Apesar da visão otimista de Hamilton sobre sua adaptação na Ferrari e seu período de aprendizagem, não se pode ignorar o fato da Scuderia ter tido uma desclassificação dupla na corrida principal em Xangai, com os dois carros fora por motivos técnicos. Para Leclerc, a situação aconteceu pois a equipe italiana passou dos limites do carro. 

"Todos brincam com o limite e tentam chegar o mais próximo possível a ele, mas ter os dois carros abaixo [ou seja, além]  foi uma situação horrível e não precisávamos disso. Tem sido uma primeira parte da temporada difícil, as duas primeiras corridas foram muito complicadas e o ritmo não estava onde gostaríamos", disse Leclerc. "Perder mais pontos do que já tínhamos perdido [em comparação a Austrália] prejudica demais o time"

As duas infrações técnicas são consequências de correr o mais próximo possível das tolerâncias permitidas. Levar muita margem – em termos de lastro ou altura nesses casos – custa frações de segundo ou mais por volta e a Ferrari teve azar, talvez tenha sido até um pouco descuidada, ao inadvertidamente ultrapassar os limites com os dois carros.

A desclassificação de Hamilton foi, na verdade, inevitável desde o momento em que o carro saiu do grid em uma pista lisa onde os pilotos gastam pouco tempo andando nas zebras. Mas a de Leclerc era potencialmente evitável – foi notável, por exemplo, que Verstappen teve o cuidado de gastar o máximo de tempo possível em sua volta de resfriamento por fora da linha branca, pegando borracha gasta do lado de fora de seus pneus.

“Estou confiante de que aprenderemos com isso”, disse Leclerc. “Obviamente, quando eventos como esse acontecem, tentamos entender e analisar onde deu errado e mudar um pouco o processo. Era uma infinidade de coisas se somando, o que significava que a margem que tínhamos não era grande o suficiente.”

"O desempenho [do carro], comparado com a McLaren especificamente, não é bom o suficiente. Então não é sobre o quão difícil é extrair o máximo desempenho do carro, é só que não há desempenho suficiente no carro por enquanto. Mas, passo a passo, tenho certeza de que podemos diminuir essa diferença – começando neste fim de semana, espero"

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