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Heptacampeão comparou começo de 2025 com início na Mercedes e reafirmou que "não fica pensando" nas críticas

Lewis Hamilton, Ferrari

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Foto de: Sam Bloxham / Motorsport Images

Lewis Hamilton não tem tempo para quem questiona sua habilidade, ao mesmo tempo em que admite que pode levar meses até se adaptar totalmente à Ferrari na Fórmula 1. Apesar de ter vencido a sprint no GP da China, o começo da trajetória em Maranello tem sido desafiador para o heptacampeão mundial.

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Com semblante abatido na entrevista pós-corrida na Arábia Saudita, há duas semanas, ele admitiu que a era do efeito solo tem sido a pior de sua carreira desde que estreou na F1 como um jovem prodígio pela McLaren, em 2007.

Discussões pelo rádio com o engenheiro Riccardo Adami, dificuldades para acompanhar o ritmo do companheiro de equipe Charles Leclerc e a desclassificação no GP de Xangai fizeram com que o futuro de Hamilton na F1 fosse questionado em alguns círculos.

"Esqueço isso imediatamente, simplesmente não fico pensando nisso", disse ele ao ser perguntado pelo Motorsport.com sobre como lida com os críticos. "Tento não focar muito na opinião de pessoas que não têm nenhuma noção do que realmente está acontecendo, que nunca estiveram na minha posição. Então simplesmente abaixo a cabeça e tento continuar aproveitando o trabalho que faço com minha equipe". 

Esse trabalho continua neste fim de semana na Flórida, no GP de Miami, mas, sem atualizações previstas para a Ferrari, Hamilton não demonstrou muito otimismo quanto às chances de melhoria e comparou o início de 2025 com sua primeira temporada na Mercedes, em 2013.

"Sem ideia", respondeu quando perguntado o que se pode esperar dele e da equipe em Miami. "Vamos fazer o melhor que pudermos, não temos atualizações ou nada neste fim de semana, mas seguimos tentando otimizar o carro e, obviamente, Charles fez um trabalho fantástico na última corrida e mostrou do que o carro é capaz, então o objetivo é tentar replicar isso. Passamos por muita coisa (desde Jeddah). Fizemos boas sessões no simulador e ajustamos algumas coisas, vamos ver como elas funcionam neste fim de semana."

"Quando entrei na Mercedes, os primeiros seis meses foram difíceis, me adaptar a trabalhar com pessoas novas... obviamente, os engenheiros com quem trabalho agora estavam acostumados a configurar o carro para outro piloto e outro estilo de pilotagem e eu estou acostumado a guiar de outro jeito, então é uma combinação de várias coisas diferentes."

Mas o que mais preocupou os fãs de Hamilton e da Ferrari foi quando ele admitiu que não podia descartar a possibilidade de precisar de um período de adaptação semelhante ao de 2013:
"Realmente não sei (se vai levar tanto tempo com a Ferrari), estamos trabalhando o máximo possível para encurtar esse tempo, mas pode ser até mais longo, quem sabe?"

GUERRA FRIA na McLaren, MAX NO AUGE e Hamilton ABALADO pré-Miami | THIAGO FAGNANI, repórter da BAND

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