F1 - Hamilton: “Senna não foi apenas um campeão fantástico, mas uma pessoa maravilhosa"
Lewis enfrenta seu segundo campeonato mundial com a Ferrari com um espírito diferente e uma maior consciência do que o espera ao competir com a Scuderia
O fato de Ayrton Senna ser o ídolo de Lewis Hamilton já é algo conhecido, mas o heptacampeão reforçou a admiração pelo lendário piloto brasileiro dentro e fora das pista, além de comentar as expectativas para a temporada 2026 da Fórmula 1.
Hamilton afirmou, em entrevista para o Corriere della Sera, que precisa superar um 2025 muito decepcionante tem a chance de se redimir com o SF-26, o carro mais rápido nos testes no Bahrein. Na véspera do GP da Austrália em Melbourne, o inglês começou pelas expectativas.
“Trata-se de analisar onde você está, definir objetivos e um caminho para alcançá-los. Minha meta no ano passado era vencer o Mundial com a Ferrari, não consegui. Isso não significa que não possa chegar lá: é preciso olhar para dentro e observar as pessoas ao seu redor, desde os colaboradores até a família, manter a motivação e fazer perguntas difíceis. Estou fazendo o suficiente? Posso ser melhor? Consigo ser mais gentil? Como devo mudar meus métodos?”.
“No momento em que você se deixa esmagar pela responsabilidade, corre o risco de perder não só a si mesmo, mas também a diversão. É preciso reencontrar a alegria, quando apresentamos o carro novo me senti feliz como uma criança".
Lewis Hamilton, Ferrari SF-26
Foto di: Rudy Carezzevoli / Getty Images
Hamilton definiu qual é o privilégio continuar na F1 em sua 20ª temporada, especialmente na Ferrari: “Apenas duas pessoas no mundo pilotam uma Ferrari na F1, e eu sou uma delas. Parto para essa missão 'louca' representando milhões de pessoas no mundo, tentando me livrar do que não foi eficaz. O que funciona para outros pilotos não funciona para mim e vice-versa".
Os fãs da Scuderia esperam resultados e Lewis não se esquivou: “É incrível a empatia deles nos dias bons e nos ruins. Não podemos prometer nada, mas basta dar uma volta na sede da Ferrari para medir os enormes esforços de cada pessoa. O ano do Cavalo [no calendário chinês] oferece a chance de um renascimento e, do ponto de vista técnico na F1, todos recomeçam do zero. Não há nada mais empolgante, é maravilhoso".
Hamilton faz questão de lembrar sobre os trabalhos sociais: “Apoiamos 46 associações só na Grã-Bretanha, três no Brasil e outras nos EUA. Queremos tentar mudar a vida e a carreira dos jovens das classes sociais mais vulneráveis, ajudar minorias e trazer diversidade ao ambiente".
"Superar as barreiras da educação que existem mesmo que não sejam visíveis. Eu também passei por isso. No filme 'F1' quis colocar uma mulher à frente da aerodinâmica, para enviar uma mensagem. Sabe quantas garotas escreveram para perguntar como se torna engenheira de F1?”
Sobre a filantropia, o britânico admitiu ter se espelhado em Senna: “Ayrton não foi apenas um campeão fantástico, mas uma pessoa maravilhosa. Ele tinha uma visão muito mais ampla que a maioria dos pilotos. Poucos hoje falam sobre temas como sustentabilidade, direitos das crianças, racismo: com a visibilidade que temos, poderíamos ajudar muito. Cada um é livre para fazer o que acha certo, mas acredito que seria bom ver um maior engajamento. Dá para competir e ao mesmo tempo fazer o bem".
Além disso, o heptacampeão destacou outras figuras que o inspiraram para o engajamento em causas sociais: "Eu senti esse desejo, esse impulso em certa idade. Procurem uma biografia de Nelson Mandela. Quando comecei a me informar sobre ele, me inspirou muito. Mandela é meu herói junto com Muhammad Ali, Superman e Senna".
Lewis Hamilton, Ferrari
Foto di: Sam Bagnall / Sutton Images via Getty Images
"A Ferrari é uma religião e é amada como o Papa"
Hamilton também comentou a disputa com o companheiro de equipe, Charles Leclerc, para 2026, além de destacar a relação religiosa da torcida com a escuderia de Maranello.
“A Ferrari é uma coisa só: na Itália e fora, as pessoas a seguem como uma religião e a amam como o Papa. Meu objetivo não é dividir os fãs, queremos vencer os dois e é claro que eu gostaria de ser eu a fazer isso e estou trabalhando para isso".
"Mas o time vem em primeiro lugar. Charles é um piloto fenomenal pela forma como pilota, pela sua ética, e está aqui há 8 anos. Mas eu chego de uma forma diferente para este campeonato".
“Há 14 meses trabalho no carro de 2026, no simulador e com os engenheiros. Em comparação com o anterior, que já encontrei projetado e podia mudar muito pouco, neste carro está meu DNA e isso me entusiasma".
"Depois do que passamos no ano passado, podemos enfrentar qualquer situação. Esta equipe tem tudo para vencer, precisamos concluir o trabalho junto com os fãs. Mais fácil dizer do que fazer, mas vim para a Ferrari porque acreditava e ainda acredito".
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