F1: Honda admite que "nem tudo está indo bem" no desenvolvimento do motor de 2026
Nova unidade de potência dividirá quase igualmente a parte elétrica e a de combustão interna
Foto de: Rudy Carezzevoli / Motorsport Images
A 'guerra' técnica pelo desenvolvimento dos novos motores da Fórmula 1 segue pegando fogo, com as fabricantes correndo contra o tempo para entregarem a melhor unidade de potência antes da estreia, em Melbourne. Koji Watanabe, presidente da Honda Racing Company, que fornecerá trens de força para a Aston Martin neste ano, revelou que nem tudo são flores no programa para a temporada 2026.
O novo livro de regras técnicas da F1 vai mudar a aerodinâmica dos carros, mas também os motores, com as unidades de potência deixando de lado o uso térmico (MGU-H) e ampliando a importância da parte elétrica para praticamente 50% da potência total, dividida com a combustão interna.
Entre as cinco fornecedoras atuais (Honda, Red Bull-Ford, Mercedes, Ferrari e Audi), rumores apontavam que a marca japonesa estava com o desenvolvimento da unidade de potência atrasado. Agora, o chefe da HRC confirmou que "nem tudo está bem" na divisão esportiva da Honda.
Em entrevista à revista japonesa Sportiva, Watanabe revelou que o trabalho no novo motor continuará até o começo da temporada 2026 da F1.
“Estamos na fase em que as especificações estão sendo definidas para os testes de pré-temporada, e a montagem está prestes a começar [a partir da primeira semana de dezembro],” disse. “No entanto, a homologação é no final de fevereiro, então espero que o desenvolvimento continue até o último minuto".
“Dada a incerteza em torno do progresso dos fabricantes rivais, ainda é uma batalha ver o quão perto podemos chegar das nossas próprias metas autoimpostas. Francamente, ainda precisamos de mais tempo".
“Estamos avançando no desenvolvimento avaliando incrementalmente os ganhos de desempenho da integração de vários componentes. Alguns se mostram bem-sucedidos, outros falham inesperadamente – é uma mistura".
Quando questionado sobre o atual estado do desenvolvimento do motor, Watanabe confessou: “Para ser honesto, nem tudo está indo bem, então há muitas áreas em que estamos enfrentando dificuldades, mas nada fatal que não possamos superar. Nessa situação, estamos silenciosamente concentrados em melhorar o desempenho e a confiabilidade".
“A Aston Martin também quer continuar construindo carros que reflitam a visão de Adrian [Newey, chefe de equipe da Aston e 'mago' do design'], então acho que o próximo passo para nós no lado da unidade de potência é descobrir como nos adaptar a isso. Se isso aumentar nossa competitividade e nos tornar mais propensos a vencer, então faremos o que for preciso!”
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