F1: Honda aponta parcela de culpa da Aston Martin no problema da vibração do motor
Fabricante japonesa declarou que a situação era "aceitável" nos dados, mas que piorou quando a unidade de potência foi integrada ao chassi
Enquanto o AMR26, carro da Aston Martin para a temporada 2026 da Fórmula 1, continua enfrentando problemas de vibração que prejudicam a busca por desempenho, a Honda explicou que os dados mostram que as vibrações relacionadas ao motor estão em um nível “aceitável” no banco de testes.
Desde o início do ano, fala-se bastante sobre as 'vibrações' que o Aston Martin-Honda vem apresentando e que tem causado dor de cabeça tanto para a equipe, quanto para a fabricante japonesa, que corre em casa neste fim de semana.
Embora essas vibrações tenham chegado a um ponto, nos testes de pré-temporada, em que danificavam as baterias e causavam verdadeiros problemas de confiabilidade e segurança, obrigando, aliás, a equipe a encerrar suas atividades prematuramente em Sakhir, correções foram feitas desde então para reduzir a pressão sobre as baterias.
No entanto, embora isso tenha contribuído para melhorar um pouco a situação técnica, as vibrações continuam, na opinião dos pilotos Fernando Alonso e Lance Stroll, bem presentes e praticamente na mesma intensidade que nos testes do início do ano.
A unidade de potência, por si só, não pode resolver o problema [das vibrações].
Enquanto os dirigentes da equipe continuam colocando pressão sobre a Honda, embora reconheça a necessidade de um trabalho conjunto para resolver essa dificuldade entre tantas outras, o grupo japonês não está totalmente disposto a deixar tudo passar 'batido'.
Foi nesse sentido que Koji Watanabe, da Honda Racing Corporation (HRC), se expressou durante a coletiva de imprensa da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) nesta sexta-feira em Suzuka.
Assim, quando lhe pediram para tentar explicar ao grande público por que a Honda pareceu passar de um motor capaz de vencer tudo com a Red Bull entre 2021 e 2025 para um que causa problemas de vibração tão graves em 2026, Koji Watanabe respondeu: “Como eu disse, a principal dificuldade reside no fato de termos começado o desenvolvimento um pouco mais tarde do que os outros.”
Em seguida, sobre o tema específico das vibrações, o dirigente japonês fez questão de esclarecer as coisas: “Além disso, as vibrações são aceitáveis durante os testes em bancada, mas, uma vez que o motor é integrado ao chassi, elas se tornam bem mais intensas.”
“Portanto, é evidente que a unidade de potência, por si só, não pode resolver o problema, é por isso que estamos trabalhando em estreita colaboração com a Aston Martin Aramco para resolvê-lo, levando em conta não apenas a unidade de potência, mas também o chassi."
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