F1: Honda esconde parte importante do motor em lançamento; marca admite dificuldades
Empresa japonesa mantém toda sua atenção na parte de combustão interna da unidade de potência
Foto de: Honda
A temporada de 2026 da Fórmula 1 será uma das mais difíceis, principalmente para as marcas fornecedoras de motores. As novas exigências e o aumento da parte elétrica das unidades de potência deixaram a situação bem delicada para a Honda.
Nesta terça-feira (20), um evento aconteceu em Tóquio, no Japão, para mostrar pela primeira vez o motor produzido para 'alimentar' os dois carros da Aston Martin na temporada de 2026. O RA62H foi exibido, mas a marca tentou manter um certo mistério sobre informações mais técnicas.
A partir deste ano, o MGU-H não estará mais presente nos motores, isso porque a F1 definiu que a divisão deveria se aproximar de 50-50 entre combustão e eletricidade. As fotos compartilhadas pela Honda mostram a parte elétrica da unidade de potência, particularmente as baterias e a eletrônica de controle.
Porém, a Honda teve o cuidado de ocultar diversas características de design importantes, permitindo que o motor fosse visto apenas em um determinado ângulo.
Foto de: Honda
As imagens permitem vermos o motor de combustão interna e uma seção do sistema de escapamento, além do sistema híbrido e um novo MGU-K - essa última peça parece maior e sua posição em relação ao motor de combustão interna parece ligeiramente diferente.
Outra imagem chamou a atenção nas redes sociais, porque a equipe deliberadamente desfocou a parte inferior do motor, impedindo que novas análises fossem feitas. Isso pode ter sido feito apenas para manter segredo sobre o posicionamento oficial do motor-gerador.
Honda admite dificuldades
"É claro que, se vamos competir, estamos comprometidos em vencer", disse Koji Watanabe, presidente da Honda Racing Corporation, durante a apresentação da nova unidade de potência.. "No entanto, o regulamento de 2026 é tecnicamente extremamente desafiador e talvez tenhamos dificuldades", admitiu.
É importante destacar que apenas a Audi e a Red Bull deram suas primeiras voltas de 2026 em um rápido shakedown. Para Watanabe, os dias em Barcelona, a portas fechadas, serão muito melhores para trazer respostas mais concretas.
"Nesta fase, antes de qualquer teste na pista, não sabemos a diferença para os nossos rivais, por isso teremos de esperar para ver quando os testes começarem. A longo prazo, o nosso objetivo é lutar pelos campeonatos".
Apesar de tentar manter a positividade, a Honda está altamente preocupada com o motor de combustão interna, chegando a admitir que o desenvolvimento "não está necessariamente" indo como o esperado.
"A eletrificação está progredindo conforme o planejado", contou Tetsushi Kakuda, chefe do projeto de F1 da Honda, ao Motorsportcom. "No entanto, o mesmo não se pode dizer necessariamente do motor de combustão interna".
"Em última análise, muito depende da quantidade de tempo de desenvolvimento disponível. Levando isso em consideração, acreditamos que fizemos tudo o que podíamos da melhor maneira possível".
Reportagem adicional de Ben Vinel e Ezel Tan
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