F1: Leclerc relembra rivalidade e comenta possível dupla com Verstappen
Monegasco admite que via Verstappen como um "cara mau" nos tempos do kart, mas afirma que a relação entre os dois amadureceu completamente ao longo dos anos
A rivalidade entre Charles Leclerc e Max Verstappen começou ainda nos tempos do kart. Após anos de disputas intensas nas pistas, a relação entre dois dos principais nomes da Fórmula 1 evoluiu e deu lugar ao respeito mútuo.
Em entrevista à Sky Italia, Leclerc falou abertamente sobre como enxergava o holandês no início da carreira e destacou a mudança na relação entre ambos.
"Nossa relação definitivamente amadureceu ao longo dos anos. Eu tinha certeza de que ele era uma pessoa má, e ele pensava exatamente a mesma coisa sobre mim. Mas hoje a situação mudou completamente."
O futuro de Verstappen na Red Bull e uma possível transferência para outra equipe seguem entre os assuntos mais comentados do paddock antes da temporada de 2027. Questionado sobre a possibilidade de dividir a Ferrari com o tetracampeão mundial, Leclerc afirmou que aceitaria a ideia sem qualquer preocupação.
O monegasco lembrou que já dividiu a garagem com pilotos como Sebastian Vettel, Carlos Sainz e, atualmente, Lewis Hamilton.
"Max é um piloto excepcionalmente talentoso que conquistou quatro campeonatos mundiais. No entanto, tenho a sorte de ter trabalhado com ótimos companheiros de equipe, como Hamilton, Vettel e Sainz, ao longo da minha carreira. Então, mesmo que um dia acabássemos na mesma equipe, isso não me preocuparia."
Leclerc também destacou o simbolismo que uma parceria entre os dois teria, lembrando a rivalidade iniciada ainda nas categorias de base.
"Além disso, considerando a jornada que começamos juntos no kart, em 2010, seria uma história fantástica se nós dois nos encontrássemos na Ferrari. No entanto, por enquanto, devemos aproveitar a oportunidade de trabalhar com Lewis."
Embora vestir o macacão da Ferrari seja o sonho de muitos pilotos da F1, Verstappen já afirmou que só consideraria uma mudança para a equipe italiana caso enxergasse reais condições de lutar por títulos.
Em entrevista ao Motorsport.com no ano passado, o holandês reconheceu o peso da marca Ferrari, mas deixou claro que esse fator, por si só, não seria suficiente para convencê-lo.
"Eu não iria para lá apenas para dizer: 'Eu corro pela Ferrari'. Se algum dia eu der esse passo, será apenas porque vejo uma chance de vencer. Vencer com a Ferrari é, sem dúvida, muito mais especial."
"Mas prefiro tomar minhas decisões com base na sensação de que aquele é o lugar certo, sem me deixar influenciar pela paixão ou pelas emoções ligadas a uma marca."
Bortoleto LÍDER da nova geração, ARMADILHA para Rafa Câmara, futuros de MAX e da F1: LITO CAVALCANTI
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