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F1 manterá três motores por temporada em 2018, diz Todt

Presidente da FIA diz que assunto já estava decidido havia anos e que, para haver mudanças, era preciso ter uma unanimidade que não houve

Brendon Hartley, Scuderia Toro Rosso STR12 with engine failure

O presidente da FIA, Jean Todt, afirmou que não irá voltar atrás na mudança que permite apenas três motores na temporada de 2018 da F1, mesmo com rumores de que ela resultará em ainda mais punições no grid.

O chefe da Red Bull, Christian Horner, tentou por várias vezes provocar mudanças nas regras, já que considera que será ruim uma redução para três motores, sendo que as fabricantes tiveram dificuldades para usar quatro neste ano.

Mas, como não foram todas as equipes que concordaram com a mudança, agora há poucas esperanças de que haverá alterações.

Todt afirmou que ficou insatisfeito, assim como as outras pessoas, com o número de punições no grid deste ano, mas afirmou que, sem unanimidade, não havia nada que ele pudesse fazer.

“Isso é algo que estava decidido. Algumas pessoas ainda estão pensando: ‘Por que não temos um motor para o campeonato inteiro?’ Não é algo novo. Isso já estava decidido havia anos para 2018”, disse Todt.

“Tivemos algumas reuniões com as equipes e, com a forma com que os regulamentos são feitos e a administração é feita, para decidir voltar a quatro motor, é preciso ter 100% de concordância.”

“E não tivemos 100% de concordância. Então, reduziremos a três motores.”

Todt afirmou que a F1 não tinha opção a não ser reduzir os motores, porque, quando era algo livre, os custos fugiram do controle – e as equipes menores nunca seriam capazes de bancar um acordo de fornecimento.

“Não sinto que seja fácil encontrar a solução correta. Se você não fizer nada, ficará ainda mais caro comprar motores”, disse.

“Para a FIA decidir que não haverá limite para a quantia de motores, não será um problema. Mas será um problema para os competidores. Então, é preciso traduzir isso em punições no grid.” 

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