Pular para o conteúdo principal

Recomendado para você

F1: Apesar de início difícil, Aston Martin vê "potencial" no carro de 2026

Fórmula 1
Fórmula 1
Testes de pré-temporada no Bahrein
F1: Apesar de início difícil, Aston Martin vê "potencial" no carro de 2026

Justiça aceita denúncia do Ministério Público e Pedro Turra vira réu por homicídio doloso

Geral
Geral
Justiça aceita denúncia do Ministério Público e Pedro Turra vira réu por homicídio doloso

F1: McLaren pede ajustes de segurança "urgentes” antes do início da temporada

Fórmula 1
Fórmula 1
Testes de pré-temporada no Bahrein
F1: McLaren pede ajustes de segurança "urgentes” antes do início da temporada

F1: "Aprendemos muito sobre nosso carro", diz Bortoleto após pré-temporada do Bahrein com Audi

Fórmula 1
Fórmula 1
Testes de pré-temporada no Bahrein
F1: "Aprendemos muito sobre nosso carro", diz Bortoleto após pré-temporada do Bahrein com Audi

F1: Leclerc 'dá veredito' sobre posição da Ferrari na ordem de forças do grid de 2026

Fórmula 1
Fórmula 1
F1: Leclerc 'dá veredito' sobre posição da Ferrari na ordem de forças do grid de 2026

F1: Raio X da primeira semana de pré-temporada do Bahrein

Fórmula 1
Fórmula 1
Testes de pré-temporada no Bahrein
F1: Raio X da primeira semana de pré-temporada do Bahrein

Alonso diz que papel do piloto "está morrendo" na F1: "Um chef de cozinha faria a curva 12 do Bahrein"

Fórmula 1
Fórmula 1
Testes de pré-temporada no Bahrein
Alonso diz que papel do piloto "está morrendo" na F1: "Um chef de cozinha faria a curva 12 do Bahrein"

F-E: Wehrlein domina e vence corrida um em Jeddah; Drugovich é 15º e Di Grassi 16º

Fórmula E
Fórmula E
F-E: Wehrlein domina e vence corrida um em Jeddah; Drugovich é 15º e Di Grassi 16º

F1: McLaren pede ajustes de segurança "urgentes” antes do início da temporada

Os testes de pré-temporada no Bahrein revelaram três pontos críticos nas unidades de potência que, segundo Andrea Stella, devem ser resolvidos rapidamente

Oscar Piastri, McLaren, Alexander Albon, Williams

O chefe de equipe da McLaren, Andrea Stella, pediu à Fórmula 1 que chegue a um consenso em relação a várias melhorias nas regras relativas às unidades de potência para 2026, a fim de melhorar não só o 'espetáculo', mas também a segurança geral.

Leia também:

A mudança da categoria para unidades de potência com um componente elétrico muito maior, próximo a 50% da potência total, causou apreensão por muitos meses. Porém, quando os carros finalmente entraram na pista no shakedown de Barcelona e no primeiro teste oficial de pré-temporada no Bahrein, ficou claro que há três questões pendentes causando as maiores dores de cabeça às equipes e aos pilotos.

A primeira é a largada, que se tornou mais complexa pois os carros agora dependem do motor V6 para acionar o turbo no momento da saída. No Bahrein, ouviu-se os carros acelerando por mais de 10 segundos para elevar os níveis de impulso até o nível necessário, mas um pequeno erro no tempo do procedimento pode causar uma largada lenta ou fazer com que o carro entre em anti-stall, o que aconteceu com Franco Colapinto, da Alpine, no final da sexta-feira. Além disso, os carros na parte de trás do grid se alinham tão tarde que, de acordo com os procedimentos atuais, podem nem mesmo ter os 10 segundos necessários para acionar o turbo.

Há também preocupações com a necessidade de levantar o pé e desacelerar (o chamado lift and coast) no final das retas, o que poderia causar velocidades de aproximação perigosas com um carro vindo rápido demais atrás. Outra preocupação é o fato de que os carros estão tão limitados em energia que fiquem sem bateria muito cedo, de modo que, na ausência de um sistema semelhante ao DRS, há menos margem para ganhar velocidade extra sobre o carro à frente.

O que torna a questão ainda mais crítica é que as pistas de Barcelona e do Bahrein nem sequer são considerados os piores circuitos para a recuperação de energia, ou seja, os incidentes podem agravar-se ainda mais em locais que consomem mais energia.

Lewis Hamilton, Ferrari, Isack Hadjar, Red Bull Racing

Lewis Hamilton, Ferrari, Isack Hadjar, Red Bull Racing

Foto: Sam Bagnall / Sutton Images via Getty Images

Stella está pedindo à comunidade da F1 que se una para implementar correções importantes a tempo da abertura da temporada em Melbourne, a fim de melhorar a situação, tanto em termos de segurança quanto para melhorar o espetáculo na pista. A reunião da Comissão da F1 na próxima quarta-feira com as 11 equipes, a FIA e a detentora dos direitos comerciais, FOM, é uma oportunidade para concordar com quaisquer mudanças de última hora antes da estreia, em 8 de março.

“Não estamos falando sobre a velocidade na classificação nem sobre o ritmo da corrida. Estamos falando sobre segurança no grid”, disse Stella sobre os complicados procedimentos de largada. “Existem alguns assuntos que são simplesmente mais importantes do que o interesse competitivo. E, para mim, ter um grid seguro, o que pode ser alcançado com um simples ajuste, é algo óbvio”.

Uma solução poderia ser ajustar o tempo do procedimento de largada, para dar aos pilotos uma janela maior para acelerar os turbocompressores até o nível certo de rotações do motor.

“Precisamos garantir que o procedimento de largada permita que todos os carros tenham a unidade de potência pronta para partir, porque o grid não é o lugar onde você quer que os carros demorem para sair”, explicou Stella. “Este é um interesse maior do que qualquer interesse competitivo. Portanto, acho que todas as equipes e a FIA devem agir com responsabilidade quando se trata do que é necessário”. 
 
As ultrapassagens ficaram mais complicadas com a remoção do DRS e a introdução da aerodinâmica ativa, que permite que todos os carros 'achatem' suas asas dianteiras e traseiras em retas designadas, limitando a capacidade de criar uma diferença de velocidade.

“No passado, o DRS criava uma grande vantagem do ponto de vista do arrasto aerodinâmico para o carro que vinha atrás”, explicou Stella. “Este ano, quando você persegue alguém, tem o mesmo arrasto e a mesma potência, então fica bastante difícil ultrapassar. Nossos pilotos competiram com outros durante esses três dias no Bahrein e acharam extremamente difícil ultrapassar". 

Lando Norris, McLaren, Andrea Stella, McLaren

Lando Norris, McLaren, Andrea Stella, McLaren

Foto: Steven Tee / LAT Images via Getty Images

O 'modo de impulso' (boost mode, no inglês) que foi implementado não parece fazer diferença suficiente para compensar a falta do DRS, porque os carros geralmente não têm energia suficiente para gastar. Uma solução possível seria reduzir a potência elétrica máxima permitida na corrida, atualmente 350 kW, o que teria o duplo benefício de fazer com que os carros ficassem sem energia muito mais tarde nas retas e garantir que o novo modo de impulso realmente funcionasse como anunciado, criando uma compensação maior.

“O fato de você ter uma quantidade adicional de energia quando persegue [outro piloto] e está um segundo atrás é difícil de explorar, porque essa energia extra pode significar apenas um pouco mais de aceleração no final da reta, se é que significa alguma coisa”, falou Stella.

“Então, acho que, mais uma vez, como comunidade da F1, devemos analisar o que pode ser feito para garantir que tenhamos viabilidade quando se trata de ultrapassagens. Caso contrário, perderemos um dos elementos fundamentais das corridas, que é dar aos pilotos a possibilidade de ultrapassar", adicionou. 

A observação final de Stella sobre limitar a necessidade de levantar o pé e desacelerar também é uma grande preocupação de segurança, dadas as velocidades extremas de aproximação dos carros atuais quando o carro da frente fica sem bateria, o que poderia levar a uma repetição de incidentes como o de Mark Webber em Valência, em 2010.

“Esta pode não ser uma situação ideal quando se acompanha de perto e pode dar origem a uma situação de corrida como já vimos algumas vezes com Webber em Valência, [Riccardo] Patrese em Portugal e há mais algumas que definitivamente não queremos ver mais na F1”, alertou Stella.

Marshals remove the wrecked car of Mark Webber, Red Bull Racing

Comissários removem o carro destruído de Mark Webber, Red Bull Racing

Foto: Motorsport Images

Uma maneira de pelo menos reduzir a necessidade de técnicas de lift and coast é fazer ajustes nos regulamentos em torno do superclipping, quando os carros começam a coletar energia enquanto ainda estão em aceleração máxima. Atualmente, os carros podem fazer superclipping de até 250 kW, mas aumentar a quantidade para a capacidade total de 350 kW do motor elétrico daria aos carros mais energia para usar sem recorrer a técnicas mais perigosas.

“Trata-se de três coisas simples: largadas, ultrapassagens e encontrar medidas para evitar o lift and coast”, concluiu Stella. “Acho que essas soluções técnicas simples existem e serão discutidas na próxima Comissão da F1. E acho urgente porque é possível e simples. Não devemos complicar o que é simples e adiar o que é possível imediatamente". 

Resta saber se as equipes encontrarão um consenso na reunião da Comissão de F1, embora a FIA possa aprovar mudanças, se necessário, por motivos de segurança.

ROUBO ou GENIALIDADE? MOLINA disseca ‘TRUQUE’ da MERCEDES e analisa BORTOLETO, Aston e Ferrari

Ouça versão áudio do PODCAST MOTORSPORT.COM:

ACOMPANHE NOSSO PODCAST GRATUITAMENTE:

Faça parte do nosso canal no WhatsApp: clique aqui e se junte a nós no aplicativo!

 

Artigo anterior F1: "Aprendemos muito sobre nosso carro", diz Bortoleto após pré-temporada do Bahrein com Audi
Próximo artigo F1: Apesar de início difícil, Aston Martin vê "potencial" no carro de 2026

Principais comentários

Últimas notícias