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F1 - Mercedes: É muito cedo para parar de trabalhar no problemático W13

Apesar de concordar com Hamilton sobre falta de competitividade do W13, Wolff acredita que é preciso primeiro entender as deficiências do modelo atual

Lewis Hamilton, Mercedes W13

Após Lewis Hamilton sugerir no GP do Canadá de Fórmula 1 que seria melhor para a Mercedes abandonar o desenvolvimento do W13 para focar no carro do ano que vem, o chefe da equipe alemã, Toto Wolff, rebateu o heptacampeão, afirmando que é muito cedo para desistir do trabalho no modelo atual.

Depois do primeiro dia de atividades em Montreal, usando um assoalho experimental e uma configuração extrema que não funcionou, Hamilton defendeu que nada que a Mercedes estava fazendo realmente melhorava o W13.

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Ele propôs que seria melhor que a equipe estivesse trabalhando para descobrir o que seria necessário para assegurar que o carro do próximo ano, o W14, seja muito mais competitivo.

“É como se o carro estivesse ficando pior e, quanto mais tentamos, está ficando mais frustrante”, disse ele.

“Nós vamos continuar trabalhando e é isso, já que eu penso ser este o carro para o ano. Nós só temos que resistir e trabalhar duro para construir um carro melhor para o ano que vem.”

Mas, enquanto Hamilton deseja que sua equipe garanta que o carro de 2023 esteja um passo à frente, Wolff acredita que seus engenheiros e designers ainda precisam de mais respostas sobre o aparelho deste ano para entender o que precisa mudar.

“Eu acho que você só pode começar a pensar no W14 quando você realmente entendeu o que precisa ser mudado no W13”, disse ele.

“O carro não está em um ótimo momento, para dizer o mínimo. Eu acredito que nós apenas precisamos avaliar as corridas restantes, sessão por sessão e teste por teste. E, infelizmente, nós não temos dias suficientes para corrigir isso.”

George Russell, Mercedes W13

George Russell, Mercedes W13

“Nós não temos ritmo, independente das ‘quicadas’ do carro. E, realisticamente, nós não vamos vencer o campeonato com uma larga vantagem. Então, talvez nos consolidarmos em terceiro é o que devemos fazer a essa altura e ver o que podemos aprender.”

Wolff ainda diz que a posição no campeonato da Mercedes, que está em um lugar onde mais nenhuma equipe compete no momento, sendo a terceira força, significa que eles estão mais abertos a correrem riscos com estratégias durante os finais de semana.

É por isso que ele apoiou completamente a decisão de George Russell de usar os pneus para pista seca no Q3 do Canadá, ainda que isso tenha custado ao piloto britânico algumas posições no grid de largada após ele escorregar na pista.

“Nós não estamos na briga pelo campeonato e eu acho que se nós tivéssemos dado a Lewis uma estratégia melhor, com um volta a mais para esquentar os pneus, nós estaríamos mais à frente”, complementou Wolff. “Acredito que George provavelmente estaria em um lugar igual.”

“Porém, este é o momento onde você pode arriscar e eu sou super a favor de correr riscos e estou aberto a decisões corajosas. Foi isso que nós fizemos e poderia ter sido um momento heroico. Não foi, mas eu acho que você tem que ir em frente em situações assim quando se está na posição em que estamos.”

VÍDEO: A Mercedes tem razão ao reclamar sobre o porpoising?

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