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F1 - Motores da Red Bull: acerto ou risco? Pilotos dão veredito

Depois das primeiras voltas em Barcelona, a unidade de potência se tornou foco de vários comentários

Isack Hadjar, Red Bull Racing

Foto de: Red Bull Content Pool

Em 2026, a Red Bull deixa de ser parceria da Honda na Fórmula 1 e passa a produzir seu próprio motor. A equipe surpreendeu nos primeiros testes em Barcelona, mesmo que tenha sido a portas fechadas, o time de Milton Keynes e a Racing Bulls deram muitas voltas sem apresentar problemas.

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A Red Bull deu cerca de 303 voltas, enquanto a Racing Bulls cobriu cerca de 318 - vale ressaltar que esses números não são oficiais. Mas 621 voltas com um motor completamente novo e nenhum problema aparente é um dado importante, principalmente visto as questões que algumas rivais - Aston Martin e Audi - enfrentaram em Barcelona.

Os pilotos que estiveram presentes nos testes ficaram surpresos com o resultado, inclusive Isack Hadjar, que assume o papel de companheiro de equipe de Max Verstappen.

"Completamos mais voltas do que esperávamos, o que foi uma surpresa para nós. Tudo correu muito bem. Tive apenas um pequeno problema, o que é bastante impressionante considerando que era o primeiro dia com nosso motor", disse o francês após o segundo dia de testes.

A partir de 2026, o motor usado pelas duas equipes está sendo produzido em parceria com a Ford. O acordo começou em 2023, quando a fabricante norte-americana entrou no 'circuito' e, desde então, o projeto começou a ser tirado do papel.

Quem também ficou feliz e surpreso foi Liam Lawson, que deu cerca de 152 voltas com a Racing Bulls. O piloto admitiu que houve alguns "pequenos problemas", mas foi o suficiente para "aprender muito" e trazer uma boa sensação com o novo carro.

Max Verstappen, Red Bull Racing

Porém, Max Verstappen mantém os dois pés bem colados ao chão. O tetracampeão sabe que a equipe e a fabricante têm muito trabalho pela frente e não seria realista pensar que eles estarão andando muito bem logo de cara - exatamente para isso que existem os dias de teste.

Mesmo mantendo cautela, o piloto também vem a equipe em uma boa posição e que "começou muito bem".

"Ainda é uma fórmula muito complicada para todos, ainda há bastante trabalho a ser feito, mas isso é normal", destacou o tetracampeão ao site oficial da F1.

No entanto, não foram apenas os pilotos do guarda-chuva da Red Bull que ficaram surpresos com o desempenho do motor produzido em Milton Keynes. George Russell, Toto Wolff e James Vowles também deixaram claro que a unidade de potência da Ford é mais confiável do que o esperado.

Russell, por sua vez, disse que ainda é "muito cedo para dizer" o que deve acontecer nas próximas semanas, mas que os rivais realmente encontraram um ponto de força que não era esperada.

"Ficamos bastante surpresos com o que vimos de alguns dos nossos rivais, especialmente do lado da unidade de potência da Red Bull, que parece muito impressionante considerando que são uma equipe completamente nova e também confiável".

Arvid Lindblad, Racing Bulls

Foto de: Formula 1

Wolff e Vowles também elogiaram os feitos da equipe taurina, apesar da Williams não ter ido para a pista em Barcelona, o time tinha 'espiões' para coletar dados das rivais. 

"Fiquei muito impressionado com a Red Bull, especialmente na parte da unidade de potência. Fazer um motor do zero e ele já se mostrar tão confiável é algo enorme. Mérito deles", disse o chefe de equipe da Williams em coletiva antes do lançamento do carro.

É claro que, apenas três dias de teste não é muito representativo, especialmente porque foi a primeira vez que os motores Red Bull-Ford foram colocados à prova. No entanto, os dados que temos disponíveis - que não são muitos e nem são oficiais - nos levam a pensar que a situação está aparentemente sob controle.

Foram 621 voltas com o motor da Red Bull que não apresentou grandes problemas além da batida de Hadjar na terça-feira. Esse é um número expressivo, dado que foi a terceira unidade de potência que mais rodou, ficando atrás apenas da Mercedes e Ferrari.

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