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F1: Novidade em 2026, 'modo reta' também foi preocupação em reunião da FIA; entenda

Órgão regulador do esporte se reuniu com equipes e seus representantes para falar sobre questões diversas envolvendo regulamento de 2026

Lando Norris, McLaren, Max Verstappen, Red Bull Racing, Gabriel Bortoleto, Audi F1 Team, Arvid Lindblad, Racing Bulls

Chefe da McLaren, Andrea Stella já havia destacado três grandes preocupações com as regras para as unidades de potência da Fórmula 1 de 2026 e, desde então, revelou que uma quarta questão entrou na equação. 

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Este ano, a F1 está introduzindo um regulamento completamente novo, com a mudança mais significativa sendo relacionada à unidade de potência, que agora é mais dependente da energia elétrica. Como consequência disso, a recuperação de energia assume um papel muito mais importante nos GPs, o que pode mudar o estilo de corridas que vimos nos últimos anos e, naturalmente, traz consigo algumas preocupações. 

Stella destacou algumas dessas questões no final da semana de abertura dos testes de pré-temporada no Bahrein, sendo a primeira delas relacionada às largadas. Nos últimos anos, elas têm sido contínuas e instantâneas, mas muito disso pode ser atribuído ao MGU-H, que foi removido este ano, tornando tudo muito mais complexo.

Os pilotos agora devem acelerar seus motores por pelo menos 10 segundos para acionar o turbo, mas um tempo errado pode levar o carro ao modo 'anti-stall', enquanto aqueles na parte de trás podem nem mesmo ter o tempo necessário para atingir o nível necessário.

Portanto, o chefe da McLaren afirmou que a F1 deve permitir que “todos os carros tenham a unidade de potência pronta para funcionar, porque o grid não é o lugar onde se quer que os carros demorem para sair”.

A F1 tomou providências e, no final de cada sessão da segunda semana de testes, foram realizadas verificações do sistema, que incluíram simulações de largadas de corrida com vários ajustes no procedimento a cada vez.

A segunda questão levantada por Stella dizia respeito à necessidade de levantar o pé e desacelerar no final de uma reta (o chamado lift and coast), como parte do objetivo de recuperar energia, o que tem sido um ponto de discussão controverso e levou inclusive Max Verstappen a chamar o carro de “Fórmula E com esteróides”.

A preocupação final era o fato de que, como os carros consomem muita energia, eles podem ficar sem bateria mais cedo e não há mais um sistema semelhante ao DRS para ajudar a ganhar velocidade em relação ao carro à frente para ultrapassar. O que piorou a situação é que os testes de pré-temporada ocorreram no Bahrein e em Barcelona, circuitos bons para a recuperação de energia, enquanto pistas como Jeddah e Melbourne têm muitas retas e curvas longas , mas carecem de zonas de frenagem pesada para recarregar as baterias.

Todas essas preocupações foram discutidas em uma reunião da comissão da F1 na quarta-feira passada (18), mas Stella disse que surgiu uma quarta questão relacionada ao modo reta. Isso é uma novidade para 2026 e, quando disponível, fará com que as asas dianteira e traseira mudem o alinhamento para um ângulo de ataque menor, reduzindo o arrasto.

Stella disse: “Havia um quarto item e era o fato de que, na largada, do grid até a primeira curva, você poderia usar o modo reta. Estamos felizes que esses itens tenham sido recebidos e discutidos, e acho que o treino de largadas é muito positivo. Está criando uma situação em que todos têm a oportunidade de preparar sua unidade de potência, mesmo que, para ser justo, ainda vejamos que há bastante disparidade no desempenho na largada”.

Embora a preocupação com as largadas tenha sido amplamente resolvida, ainda há apreensão sobre outros assuntos – particularmente o lift and coast. Porém, na sexta-feira, uma solução potencial testada foi aumentar o superclip de 250 quilowatts (superclip refere-se a quando o MGU-K funciona contra o motor em velocidade máxima). 

Andrea Stella, McLaren

Andrea Stella, McLaren

Foto: Sam Bloxham / LAT Images via Getty Images

“Quando se trata do lift and coast, precisamos ter um pouco de cuidado como comunidade de F1, porque o Bahrein não expõe necessariamente a obrigação de fazer o lift and coast”, acrescentou Stella. “É um circuito rico para recuperação [de energia], então você pode recuperar na frenagem e não precisa fazer essas manobras especiais que podem surpreender o carro que vem atrás de você".

“Então, experimentamos algo hoje. Testamos a possibilidade de aumentar o superclip para 350 kW. Existem todas as condições para fazer essa recuperação de 350 kW enquanto o piloto está em aceleração máxima, o que significa que o piloto não precisa levantar e desacelerar para conseguir 350 kW", falou. “Discutimos isso com a FIA e, em última análise, caberá à ela decidir se irá introduzi-lo ou não. Testamos com sucesso hoje e estamos felizes". 

Quanto ao uso do modo reta, Stella disse: “Quando se trata de ultrapassagens, acho que existem algumas soluções. Provavelmente isso ainda está um pouco distante e acho que a decisão geral, como um grupo da comunidade da FIA, será observar as primeiras corridas. Nós da McLaren já dissemos que achamos que existem condições para aplicar medidas, relativamente, em curto prazo. Mas aceitamos a liderança da FIA e acho que houve um acordo comum em relação ao modo reta, para não usá-lo da saída do grid até a primeira curva. Embora isso tenha que ser ratificado de alguma forma pela FIA, entendo que há um acordo geral em todo o paddock". 

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