F1: 'Parceria com a Red Bull não depende de Verstappen', revela diretor da Ford
Mark Rushbrook enfatizou que a montadora não encerrará relacionamento com o time austríaco caso tetracampeão troque de equipe
Como parte de uma nova parceria, estabelecida antes mesmo da estreia do novo conjunto de regras da Fórmula 1, a Ford está fornecendo suporte técnico à Red Bull, que, para 2026, produz a própria unidade de potência pela primeira vez.
Considerando a dificuldade de desenvolver uma unidade de potência competitiva, há dúvidas sobre o quão forte a Red Bull será devido à sua inexperiência no setor. Desde a estreia como uma equipe de F1, em 2005, após a aquisição da Jaguar, o time utilizou motores de diferentes montadoras, como Cosworth, Ferrari, Renault e, mais recentemente, Honda.
No entanto, o elemento mais crítico da equipe é Max Verstappen. O tetracampeão foi alvo de diversos rumores no meio de 2025, incluindo boatos que o ligaram a uma possível ida para a Mercedes, porém, o holandês preferiu permanecer na Red Bull em 2026, time com o qual tem contrato até 2028.
Jim Farley, CEO da Ford, Mark Rushbrook, Ford e Christian Horner, diretor da equipe Red Bull Racing
Foto: Red Bull Content Pool
Diretor da Ford Performance, Mark Rushbrook, destacou o 'talento geracional' que é Verstappen, admitindo que tê-lo pilotando o motor de sua marca é muito significativo, mas falou também que a continuidade do projeto da Ford não depende do holandês.
"É muito importante ter um campeão mundial ao volante de um carro com motor Red Bull-Ford, não é? Acreditamos na equipe, acreditamos na unidade de potência e acreditamos nas pessoas que projetam o carro. Mas, no fim, é o piloto quem precisa extrair cada gota de desempenho. E acreditamos que Max é um campeão", explicou em entrevista à edição italiana do Motorsport.com.
“Max é uma parte muito importante da equipe, mas não estamos no ponto de dizer ‘se ele sair da equipe, nós também sairemos’. Confiamos na equipe e sabemos que outros pilotos virão no futuro", falou. Ainda assim, Rushbrook entende a importância de manter o tetracampeão e o que isso significa para a Ford: "Como competidores, sempre queremos vencer, não é? Então é importante seguir o caminho e se apresentar. Sabemos que 2026 será um ano movimentado para todos no paddock devido às novas regras. E, independentemente do piloto, é essencial que a equipe traga resultados".
Laurent Mekies, Ben Hodgkinson, Max Verstappen e Helmut Marko em visita à fábrica da Red Bull Powertrains-Ford
Foto de: Red Bull Racing
Quando lhe disseram que, considerando o mercado de pilotos e a situação de Verstappen, a Red Bull-Ford poderia ter pouco tempo para se adaptar, o diretor respondeu: "Meus comentários são independentes do Max. Queremos ir para a pista com a intenção de vencer".
A meta é ambiciosa, especialmente se lembrarmos que outro novo fabricante, a Audi, estabeleceu 2030 como a 'meta' para lutar pelo campeonato mundial. Rushbrook entende que o time alemão "está em uma posição diferente" e acredita que "em termos do que a equipe pode oferecer com um carro, você já viu isso antes com a Red Bull. Parte disso vai se estender para 2026".
"Vamos realmente ver onde estamos em Barcelona e no Bahrein. Queremos estar na frente do grid, independentemente. Sabemos que é um grande desafio com uma unidade de potência completamente nova, mas é nossa intenção. E se não tivermos sucesso imediatamente, ainda estaremos comprometidos em fazer tudo o que pudermos para chegar onde queremos", adicionou.
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