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F1- Pérez é contra teto salarial de pilotos: “Nós que corremos o risco fazendo o show”

Acidentes na categoria ainda impressionam, mesmo com toda segurança já presente nos carros atuais

Carlos Sainz, Ferrari F1-75, battles with Max Verstappen, Red Bull Racing RB18, at the restart

Mesmo com toda a segurança desenvolvida e projetada nos carros com o passar das décadas, visando a máxima proteção dos pilotos, os acidentes na Fórmula 1 ainda impressionam e muito. Os dois últimos recentes, sofridos por Zhou Guanyu e Alex Albon no GP da Grã-Bretanha, levantou reflexões a respeito, até mesmo, dos salários.

Introduzido no regulamento em 2021, o teto orçamentário que limita os gastos das equipes não contempla os salários de alguns funcionários com cargos de ponta e os pilotos. Mas o projeto para a delimitação salarial ainda existe e pode ser aplicada, mesmo não sendo uma unanimidade, como já apontado por Fernando Alonso e Lewis Hamilton ainda na temporada passada.

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Na visão de Sergio Pérez, de acordo com o site RaceFans, o acidente do último fim de semana na Inglaterra serviu como um alerta a respeito dos riscos que os pilotos correm frequentemente, uma vez que eles surgem assim que entram em seus carros para exercerem sua função, e por isso, não é justo uma limitação nos pagamentos.

“Você ouve as pessoas falando sobre colocar um teto nos salários dos pilotos, mas somos nós que corremos todo o risco lá fora, fazendo o show. Então, eu não acho que seja uma coisa boa falar sobre isso daqui para frente”.

O mexicano, por outro lado, elogiou a segurança que a categoria vem proporcionando ao longo dos anos, mas não deixou de questionar se a F1 era um ambiente seguro não só para os pilotos, mas para todos os trabalhadores envolvidos num fim de semana de corrida, principalmente aqueles que ficam perto de toda a ação.

“Parabéns para a FIA porque percorremos um longo caminho. Tenho certeza de que ainda há boas melhorias e sempre boas lições para aprendermos, para ter certeza de que há coisas que podemos melhorar. Não sei se havia fotógrafos por aí que estivessem em risco. Então, vamos dar uma olhada e ver se somos capazes de tornar este esporte mais seguro para todos.”

Além da questão financeira, os acidentes também trazem impactos mentais, de acordo com Pérez. Depois de ver o que aconteceu com um companheiro de profissão, não é fácil ter que retornar para o carro e fingir que nada aconteceu. Ainda mais tendo passado dois anos do último incidente mais grave — com Romain Grosjean, piloto da Haas à época, durante o GP do Bahrain, última corrida da temporada 2020, onde o carro ficou tomado pelo fogo e Grosjean acabou sofrendo com duras queimaduras na mão.

“Eu sabia que havia um acidente, eu estava de volta na garagem, olhando para TV e eles mostraram o acidente. Fiquei chocado. Já faz um tempo desde que vimos um acidente como esse. É difícil ver isso, tentar apagar da sua mente e tentar se concentrar no que você tem que fazer.”

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