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A histórica patrocinadora da Mercedes na Fórmula 1, a Petronas, pode trazer más notícias à equipe no final desta temporada. De acordo com Decalspotters e RacingNews365, a petrolífera malaia valoriza quebrar o acordo que a une há anos aos atuais campeões mundiais.

A Petronas está com a fabricante alemã desde seu retorno como equipe em 2010 e tem sido uma parte importante de todos os sucessos que alcançou desde então, especialmente desde 2014 na era turbo-híbrida, na qual somou sete títulos de campeonato construtores.

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A Petronas não é apenas a principal patrocinadora da Mercedes na F1, mas também uma importante parceira técnica. No entanto, esta separação teria alguma lógica depois de durante o verão a empresa já ter anunciado que vai deixar a MotoGP, categoria que está desde 2019 com a Sepang Racing Team. Na reorientação das atividades do gigante asiático, sua participação em programas esportivos agora parece inviável.

A saída da Petronas no final da temporada marcaria o fim da presença da empresa na Fórmula 1 nos últimos 26 anos, já que ela patrocinou a Sauber (1995-2009) antes de chegar à Mercedes em 2010.

Embora à primeira vista esse divórcio pudesse ser interpretado como um duro golpe para a Mercedes, seria apenas o prelúdio para o início de um novo capítulo. De acordo com relatos da mídia, a equipe liderada por Toto Wolff - da qual a Ineos se tornou acionista no início de 2020 - chegou a um acordo com a Aramco. A petrolífera saudita aumentou sua presença na F1 nos últimos meses, enquanto o primeiro GP da Arábia Saudita da história será realizado em dezembro próximo.

Hoje, a equipe da Mercedes pertence igualmente a Toto Wolff, Daimler e Ineos, cujo chefão Jim Ratcliffe tem uma influência significativa. Nos últimos dois anos, a Ineos criou vínculos com a Aramco e a TotalEnergies, com um projeto gigantesco em jogo.

A Ineos está trabalhando em uma nova fábrica de última geração na Arábia Saudita, prevista para 2025, e em duas outras estruturas, todas para processamento de diferentes materiais e combustíveis. Quando o acordo foi assinado, em 2019, falava-se em um total de 9 bilhões de dólares para a criação desse complexo petroquímico do qual participam esses três grandes players.

Lembrando também que a dinâmica da saída da Petronas e da chegada da Aramco à F1 emularia a da MotoGP, em que a equipe VR46, de Valentino Rossi, afirma ter um acordo com a empresa saudita a partir do próximo ano.

Se a Petronas abrirá caminho para a Aramco patrocinar a Mercedes em 2022, resta saber que visual a equipe escolherá para a primeira temporada da nova era regulamentar. A Mercedes está envolvida na luta contra a discriminação, com Hamilton no comando, e optou por uma pintura preta desde 2020, embora o heptacampeão mundial tenha dito recentemente que gostaria de ver os carros na cor prata novamente.

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