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F1 planeja mais eletricidade e botão de ultrapassagem para 2025

Diretor técnico da FIA revelou que o foco principal para motores de 2025 pode ser na eletrificação de unidades de potência

Romain Grosjean, Haas VF-20

Enquanto as discussões sobre o futuro motor da Fórmula 1 da temporada de 2025 estão em andamento, o diretor técnico da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Gilles Simon, revelou que o foco principal pode ser na eletrificação de unidades de potência.

A questão do próximo motor da categoria máxima do automobilismo será crucial.

A novidade, que deve entrar em vigor a partir de 2025, vai definir uma parte importante do futuro da F1, enquanto a geração de unidades de energia introduzida em 2014 foi uma revolução tecnológica e técnica, sem dúvida.

Leia também:

A Comissão de F1, realizada em fevereiro, divulgou ao final do encontro um comunicado oficial, no qual foi traçado um roteiro para 2025, com cinco objetivos fundamentais para os próximos motores:

  • Sustentabilidade ambiental e relevância automotiva e social;
  • Combustível totalmente sustentável;
  • Criação de um motor potente e emocional;
  • Redução significativa de custos;
  • Atratividade para novos fabricantes.

Em uma indústria automotiva onde cada vez mais marcas estão se voltando, total ou parcialmente, para a eletricidade, e enquanto os motores atuais já usam energia elétrica (recuperada durante a frenagem ou quando os gases de escape acionam o turbocompressor e são armazenados em uma bateria antes de serem usados, além da potência fornecida pelo V6), o motor de 2025 poderia ir ainda mais longe neste sentido.

É o que explica Gilles Simon, diretor técnico da FIA, ao insistir no fato de que uma maior participação de energia elétrica no futuro motor seria acompanhada de maior liberdade técnica para os fabricantes.

“Talvez possamos definir um limite para a potência que pode ser extraída das baterias, mas dentro desse limite, vamos deixar os fabricantes determinarem como irão gerenciar essa energia”, disse.

“Isso permitirá que os fabricantes de motores se diferenciem uns dos outros. Nós estamos tentando manter os custos baixos prescrevendo tecnologia de bateria, mas os deixando jogar 100% com o que vão ter ", explicou ele ao Auto Motor und Sport.


Rumo a um sistema de botão de ultrapassagem na F1?

Uma liberdade que permite configurar sistemas como botão de ultrapassagem, usados na Indy e na Stock Car, e que permite durante uma corrida usar repetidamente um aumento temporário de potência, com um número limitado de ativações. Potencialmente, esse sistema poderia permitir à produção de TV de F1 saber quando um piloto o ativa e quantas possibilidades lhe restam, novamente como no campeonato norte-americano.

"Estamos trabalhando em modelos como este", admitiu Simon.

"Isso significa que o piloto pode usar a potência extra para ultrapassar manobras durante a corrida. Vamos chegar a uma solução espetacular. Com a tecnologia de hoje, seria fácil ver isso na tela da TV. Por meio de gráficos para o público. Você pode então ver quando o piloto está usando a potência extra ou quanto tem na reserva."

Com a entrada em vigor da regulamentação dos motores em 2014, foram estabelecidas regras rígidas sobre a forma como as equipas poderiam utilizar a energia eléctrica gerada, para evitar um aumento ainda maior dos custos. Mas essas limitações eram reflexo de medos da época que, quase uma década depois, deixaram de ser verdadeiros, graças à experiência adquirida.

"Na época, ainda estávamos muito preocupados com a ocorrência de uma corrida cara no campo da propulsão elétrica", acrescentou Gilles Simon. 

"É por isso que estabelecemos limites em termos de carga e liberação de energia. Hoje, permitiríamos mais liberdade porque temos mais experiência”, concluiu.

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