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F1: Por que GP de Mônaco não terá 'modo reta'

Pilotos não utilizarão aerodinâmica ativa na etapa de Monte Carlo

Formel-1-Kalender: So spät war Monaco noch nie dran!

Foto de: Sutton Motorsport Images

Com a chegada do novo conjunto de regras à Fórmula 1, sem DRS, os carros passaram a contar com aerodinâmica ativa: pilotos podem mexer nas asas dianteira e traseira para diminuir o arrasto nas retas. Porém, o recurso não poderá ser utilizado na próxima temporada, o GP de Mônaco, pois a FIA decidiu que não haverá o 'modo reta' nas ruas de Monte Carlo. 

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A decisão chama atenção pois, apesar do traçado pequeno do Principado (o circuito de Monte Carlo tem apenas 3,337km, o menor da temporada), zonas de DRS, em que era permitido colocar a asa traseira em uma configuração que diminuía o arrasto, existiam até o ano passado, na reta da largada. 

Porém, há alguns motivos por trás da escolha da Federação, sendo o principal deles a segurança. Entende-se que, em Monte Carlo, de maneira geral, há pouco a ganhar com o modo reta e o possível risco não vale a pena. 

Monaco circuit map 2026 (F1)

Monaco circuit map 2026 (F1)

De acordo com o site The Race, a decisão da FIA se deu por uma questão de igualdade na aplicação de regras. Diferente de outros circuitos, Mônaco não possui trechos que se encaixam nos critérios de aplicabilidade do modo reta, os quais foram utilizados em todas as pistas. 

Para a FIA, só se pode usar o modo reta em locais onde os carros não estejam operando no limite da aderência de pneus, seja isso em qualquer ponto da pista. Como Monte Carlo possui trechos significativos em que a frenagem e a tração são fundamentais, com a aerodinâmica ativa podendo influenciar a estabilidade do carro, esse aspecto teria influenciado a decisão da entidade. 

Além disso, as zonas de utilização do modo reta devem durar no mínimo três segundos, evitando usos muito rápidos do sistema, os quais poderiam aumentar de maneira desnecessária o trabalho dos pilotos, sem benefícios reais no desempenho. 

Porém, o principal requisito para o uso do modo reta é que sua ativação e desativação seja segura, em toda e qualquer condição, seja em voltas rápidas com pouco combustível ou quando os pneus já estão desgastados, como no fim de alguns stints. Além disso, a utilização do modo reta diminui o arrasto em cerca de 20%, aumentando a velocidade em até 20km/h, o que poderia contribuir para situações de perigo caso os carros cheguem rápido demais a curva seguinte. 

Com um traçado curto, estreito e poucas áreas de escape, entendeu-se que os riscos de segurança fazem com que a 'existência' de uma (ou mais) área com o modo reta não seja necessária. 

Porém, é importante ressaltar que a comparação do modo reta com o DRS não vale para todas as situações. O "sistema de redução de arrasto", usado durante o último regulamento, era utilizado como uma ferramenta de ultrapassagem, ficando disponível quando o piloto estivesse a menos de um segundo do rival a frente. Já o modo reta, enquanto também funciona com base na redução do arrasto, serve principalmente para limitar o uso de energia necessário para mover o carro, por meio do uso mais eficiente do ar. 

Para 2026, foi criado o "modo ultrapassagem", em que os pilotos recebem mais potência se, assim como era com o DRS, estiverem a menos de um segundo do rival que desejam superar em uma zona de ativação. Diferente do modo reta, o modo ultrapassagem existirá em Mônaco, antes da última curva. 

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