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F1: Quais questionamentos o GP da Austrália responderá?

A Ferrari realmente dará o pulo do gato nas largadas, o que esperar da Aston Martin e Melbourne é um bom palco de abertura com esse novo regulamento?

A detail view of F175 and Melbourne sign board at trackside

Foto de: Sam Bloxham / Motorsport Images

A estreia da temporada 2026 da Fórmula 1, com o GP da Austrália, está 'batendo na porta' e, junto com o retorno oficial do campeonato, também surge a necessidade de alguns questionamentos serem esclarecidos para o público e para a própria bolha da categoria. 

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É comum aparecer algumas incógnitas no início de um regulamento novo, uma vez que o ineditismo é o mesmo para todas as equipes. Contudo, neste ano, podemos elevar essa 'pulga atrás da orelha' a um nível acima. 

Austrália é o melhor palco de abertura para a F1 2026? 

A grande novidade de 2026 gira em torno da parte elétrica da unidade de potência - e, consequentemente, da saída do MGU-H. Em uma pista em que a escala de 'freada' é dois e os pilotos acionam os freios por apenas 11 segundos, recuperar energia será um dos principais desafios do fim de semana, uma vez que frear é uma das melhores formas de regeneração. 

Lift and coast e superclipping serão abordados com mais frequência do que o visto no Bahrein durante a pré-temporada, por exemplo. Já que reduzir a velocidade de formar natural será mais complicado, as equipes precisarão 'inovar'.

Por isso, a escolha da Austrália seja, de certa forma, um pouco questionável. Abrir a temporada com um palco desfavorável para os novos carros pode mais atrapalhar do que ajudar na compreensão de um regulamento que já é bastante criticado pelos pilotos.

O que será da Aston Martin? 

Não se sabe como será a apresentação da Aston Martin em Melbourne. Das 11 equipes, o time de Silverstone é, sem dúvidas, o que passa por mais problemas e muitos deles críticos. Faltam peças extras, o motor não funciona como o esperado e, por conta disso, existe o risco de Fernando Alonso e Lance Stroll fazerem o mínimo em pista para preservar o maquinário.

O intervalo de uma semana entre o fim dos testes no Sakhir e o início da temporada de forma oficial deu tempo para Honda e Aston ajeitarem algumas dessas questões emergenciais com resoluções paliativas, o que não significa que tudo magicamente estará funcionando, apenas alguns band-aids aparentes.

E, começar num palco diferente do que o carro foi testado só dificulta, ainda mais, para um esquadrão que precisa correr atrás do prejuízo. 

Ferrari vai mesmo se sobressair nas largadas?

Durante a prática de largada no Bahrein, a Ferrari - e as equipes que usam motor fornecido pela Scuderia - se destacaram pelo tempo de reação mais rápido do que as adversárias. Sobrancelhas foram arqueadas e conversas de que o time italiano se sobressairia nas largadas começou a tomar conta, muito também pelo fato do esquadrão ter encontrado uma maneira de diminuir o turbo lag. 

Naquela ocasião, contudo, o grid não estava 100% cheio, com todos os 22 carros em seus respectivos colchetes e as condições de combustível, gasolina e pneus não eram, nem de longe, as mesmas da largada em Melbourne.

EVERALDO MARQUES conta TUDO sobre F1 na GLOBO, causos e ligação com AUTOMOBILISMO na carreira

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