F1 - Red Bull descarta 'favoritismo' dado pelos rivais: "Vemos claramente três equipes à frente"
Equipes vêm apontando uma certa vantagem do motor Red Bull-Ford, especialmente nas retas
Após uma forte exibição da Mercedes no shakedown de Barcelona, os testes de pré-temporada da Fórmula 1 no Bahrein colocaram outra equipe nos holofotes: a Red Bull. As primeiras sessões no Sakhir fizeram muitos apontarem a equipe taurina e seu novo motor Red Bull-Ford como a combinação a ser batida em 2026, algo que o diretor técnico Pierre Waché descarta veementemente.
Ainda no primeiro dia de atividades no Bahrein, o chefe da Mercedes, Toto Wolff, colocou a Red Bull como a equipe a ser batida, com outros nomes, como o piloto da Williams Carlos Sainz, também fazendo essa aposta.
Mas, na quinta-feira, o tetracampeão Max Verstappen disse suspeitar que a Mercedes estaria escondendo as cartas em relação à sua performance: "Esperem até Melbourne para ver quanta potência eles repentinamente descobrirão. Eu mesmo já sei disso".
O diretor técnico da Red Bull, Waché, também descarta o favoritismo de sua equipe apontado pelos rivais.
"É difícil de dizer [onde estamos] mas certamente não somos os mais fortes. Vemos claramente três equipes à frente: Ferrari, Mercedes e McLaren estão à nossa frente. Parece, pela nossa análise, que estamos atrás deles".
"É onde acho que estamos, mas é difícil de dizer sobre os outros por causa dos programas de testes de todos, a quantidade de combustível que utilizam, o nível de potência empregado. É difícil de dizer, mas essa é nossa análise atual, e, para ser honesto, podemos estar errados. Não gastamos muito tempo nisso, tentamos focar em como melhorar nossos stints".
Questionado sobre o nível de satisfação com o trabalho da Red Bull nas férias, Waché respondeu da forma que conhece melhor:
"Nunca estou feliz com meu próprio trabalho! Claramente há pontos para melhorarmos, alguns desafios para contornarmos com esse novo regulamento. O nível de aderência ainda é bem baixo, e o downforce também. o desafio de gerenciar a tração em curvas de baixa é bem alto, e esse pode ser um ponto-chave".
Ainda segundo Waché, este último aspecto é também uma das áreas onde ele vê os rivais tendo vantagem sobre a Red Bull.
"Acho que na tração de curvas de baixa eles estão bem fortes. Algumas velocidades de reta são interessantes, como Ferrari e Mercedes, especialmente com carga baixa de combustível. O problema é que a avaliação da performance é difícil até estarmos no mesmo nível de combustível durante a classificação em Melbourne".
"Claramente vemos algumas fraquezas em nosso carro e podemos vê-las também pelo feedback que recebemos de Max e Isack, onde perdemos tempo em relação aos outros. E é por isso que digo isso. Claramente, a tração em curvas de baixa e de média - que já eram um ponto fraco nosso ano passado - são pontos em que eles estão melhores que nós".
Isso não necessariamente significa que a Red Bull esteja mal das pernas com a unidade de potência. Wolff foi o primeiro a apontar o bom trabalho da Powertrains com o gerenciamento de energia, especialmente em uma sequência de voltas.
"É difícil de dizer. É verdade que, durante o primeiro dia em particular, estávamos um pouco mais próximos do que deveríamos. Aí você começa a notar as tendências dos outros indo na mesma direção e, mesmo agora, diria que eles estão um pouco melhor que nós".
"Talvez nosso pessoal na fábrica, de corrida e de simulação tenha encontrado isso mais rápido, mas longe de ser otimizado. Os outros levaram mais tempo para chegar a isso".
Assim como seus pilotos, Waché está impressionado com o trabalho feito pela equipe da Red Bull-Ford Powertrains no desenvolvimento do motor DM01.
"Estou surpreso que o pessoal do motor tenha feito um trabalho fantástico ao colocar um carro de pé para andar tantos quilômetros. Temos que reconhecer o trabalho fantástico que eles fizeram. E poder fazer isso de cara, com três anos e meio - fazer um motor e não fazer feio na pista - é uma conquista incrível".
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