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F1: Red Bull tenta explicar "corrida muito estranha" em Silverstone

Equipe austríaca acredita que a resposta esteja nos pneus e suas janelas de funcionamento

Sergio Perez, Red Bull Racing RB20

A Red Bull está longe de viver um bom momento na temporada 2024 da Fórmula 1. E, com a aproximação crítica de Mercedes, Ferrari e McLaren, a equipe austríaca está longe de ser a força dominante do ano passado, tendo cedido cinco vitórias às rivais, incluindo em Silverstone no último domingo (07), o time de Milton Keynes busca explicar a "estranha corrida" que viveu na Inglaterra.

Depois de uma temporada em que a Red Bull foi dominante no início, antes de a McLaren surgir mais recentemente com o que muitos acreditam ser o carro mais rápido da F1, o brilho de Lewis Hamilton e da Mercedes em Silverstone foi uma surpresa.
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Porém, mais desconcertante do que o fato de a Mercedes ter vencido, foi a forma como o ritmo dos diferentes carros variou ao longo do GP - com a alemã, a Red Bull e a McLaren sendo dominantes em vários momentos.
Christian Horner, chefe da Red Bull, disse: "Foi uma corrida muito estranha. Acho que se alguém conseguir explicar o ritmo do carro deles [a Mercedes]... eles se saíram muito bem, porque o carro parecia se movimentar bem".
"A Mercedes sempre foi forte em condições mais frias e parecia ter tudo sob controle. Depois, Lewis ganhou vida quando começou a chover e, em seguida, a McLaren realmente ganhou vida e passou por nós dois. Portanto, as coisas estavam mudando de acordo com o que estava acontecendo".
"Nessas condições, era de se esperar que Max também ganhasse força, mas ele estava com dificuldades naquele momento. Depois, quando o circuito começou a secar, o ritmo voltou e chegamos a ser seis, sete décimos mais rápidos do que Lewis e Lando [Norris]".
Embora os engenheiros agora estejam analisando os dados da corrida para tentar entender melhor os elementos de desempenho, Horner tem sua própria teoria sobre o que aconteceu.
"Acho que tudo tem a ver com os pneus", disse ele. "Acho que tudo tem a ver com o funcionamento do pneu em um determinado momento, em uma determinada condição - seja quente ou frio. Carros diferentes estão trabalhando os pneus de maneiras diferentes, e vimos um extremo disso quando o circuito passou de úmido para molhado e de volta para seco".
Essa é uma ideia que, na opinião de seus rivais, também explica por que o ritmo dos carros oscilou tanto em diferentes estágios da corrida.
O chefe da Mercedes, Toto Wolff, disse: "Estávamos realmente controlando o ritmo no início, e isso foi muito encorajador. Depois começou a chover e foi possível ver o enorme desempenho da McLaren. Eles estavam simplesmente no ponto ideal do pneu".
"Mas nós voltamos. E depois, em outras condições, acho que tínhamos tudo sob controle."
Para a McLaren, o ritmo das três principais equipes em Silverstone foi algo que chamou a atenção - principalmente pelo fato de ter vindo de uma sequência de corridas onde muitos viam o MCL38 como o melhor carro do grid.
Na verdade, o chefe de equipe Andrea Stella acha que o GP da Inglaterra pode ter marcado uma mudança de guarda em termos de quem está no topo da F1.
"Há essa narrativa de que a McLaren tem o melhor carro, mas acho que fazemos bom uso dele, certo?", disse Stella.
"Eu gostaria de enfatizar o bom trabalho das pessoas que preparam o carro. Nós vamos para as sessões de treinos e o carro tem um bom desempenho.
"Mas vimos [no GP da Inglaterra] que não necessariamente temos o carro mais rápido. Porque no primeiro stint, onde as coisas estavam bem regulares, a Mercedes estava indo bem!
"Isso faz parte dos pontos positivos. Acho que a equipe está trabalhando muito bem. E quando você disputa as primeiras posições, isso se torna muito mais visível quando você ainda tem algum trabalho a fazer."

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