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F1: Ritmo da Ferrari no Canadá serve de motivação para Leclerc

Apesar de ver Verstappen aumentar mais 15 pontos na classificação, monegasco ressalta que confiabilidade também é problema para a Red Bull

Charles Leclerc, Ferrari

O GP do Canadá de 2022 de Fórmula 1 começou para Charles Leclerc antes mesmo do final da prova no Azerbaijão, visto que o monegasco teria pela frente uma possível punição em decorrência do estouro de sua unidade de potência quando liderava em Baku.

Por esse motivo, a Ferrari decidiu muito primeiro o controle eletrônico de seu motor, acumulando uma penalização de 10 lugares no grid, que logo se converteu em largar no final do pelotão por colocar peças além do limite estabelecido pela FIA em uma temporada. Assim, não arriscou na classificação, apenas garantiu que largaria à frente de Yuki Tsunoda, que tinha punição similar.

Leclerc saiu da 19ª posição na corrida de domingo e, entre os infortúnios dos demais – os abandonos de Sergio Perez e Mick Schumacher, além do incidente de Kevin Magnussen com Lewis Hamilton –, teve um grande ritmo nas 70 voltas e pode terminar em quinto, marcando 10 pontos.

O monegasco perdeu 15 pontos em relação a Max Verstappen, que é o líder da classificação geral e com quem Charles deveria lutar pelo título. Isso não parece preocupá-lo agora, enquanto encontra gana para avançar. “Me motiva, me motiva muito, pois sei que o carro tem ritmo”, declarou.

“Não estou preocupado, simplesmente estou muito motivado para ter um final de semana limpo e mostrar que estamos aqui, que somos fortes. Em Silverstone, espero que possamos fazer novamente”, completou.

“A Red Bull também teve alguns problemas hoje (domingo), então a confiabilidade vai ser algo importante. Mas é disso que precisamos toda vez que temos finais de semana difíceis, como foi este: temos que ir atrás de bons pontos, que é o que fizemos hoje", disse o terceiro colocado no Mundial.

Ao cruzar a linha de chegada, o monegasco explicou como foi sua recuperação em Montreal. “Na primeira parte, não tive problemas. Todo mundo tinha o DRS e não podia fazer nada. Depois, no segundo stint, sofri com a tração, mas só pelo fato de Esteban [Ocon] tinha pneus novos e saia bem da curva 10, onde necessita melhor aderência”, afirmou.

“Ele tinha mais grip que eu, assim lutei para acompanha-lo e isso foi frustrante. Também tivemos o problema na parada dos boxes, que fez a vida ser mais difícil, pois voltei a ter quatro carros à frente e em um trem de DRS. Tive de ser um pouco mais agressivo para passar. Tendo isso em conta, quinto foi o melhor possível”, continuou.

Perguntado sobre o ritmo das Mercedes, que não foi possível de acompanhar na parte final, ele disse: “Não, mas não mudaria nada do que foi. Acho que com o segundo stint, não havia nada a fazer para ser melhor. Era a situação em que nos encontrávamos”, finalizou.

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