F1: Russell reconhece que "Mercedes é a referência", mas alerta que "cenário pode mudar"
Britânico comentou sobre pontos fortes da equipe, porém, admitiu que competição poderá ficar mais acirrada com o tempo
Em declarações feitas antes do GP do Japão de Fórmula 1, George Russell avaliou o desempenho atual da Mercedes e transmitiu mensagens importantes sobre o impacto das novas regras, os pontos fortes da equipe e as expectativas para o restante da temporada.
Ao abordar o impacto das alterações na classificação de Suzuka, Russell afirmou não esperar que elas façam uma grande diferença, mas destacou que considera positivo o fato de a FIA analisar e tentar melhorar as regulamentações logo no início da temporada, ressaltando que ainda há pontos a serem aprimorados.
Líder do campeonato e pilotando o melhor carro do grid até aqui, Russell também disse que o W17 possui boas características aerodinâmicas, o que contribui especialmente para o desempenho em retas. No entanto, observou que é difícil distinguir claramente se essa vantagem decorre apenas de sistemas específicos ou do caráter geral do carro.
O britânico também comentou sobre o intervalo de quase um mês em abril por causa do cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, reconhecendo que, como time na liderança, é sempre preferível que o calendário continue com o mínimo de interrupções, mas não acredita que a pausa será determinante.
“No momento, somos a equipe que está na mira. Eu gostaria de disputar mais corridas, mas ainda temos áreas a melhorar. O intervalo causado pelos cancelamentos não nos atrasará nem nos dará uma vantagem extra", falou.
Ao falar sobre comparações com a Ferrari, Russell destacou que a Mercedes é forte não apenas em termos de motor, mas de maneira geral, afirmando: “Nossa unidade de potência é definitivamente muito potente, mas há mais três equipes usando a mesma e somos visivelmente mais rápidos do que elas. Isso mostra que o chassi também é muito bom”.
“Fomos muito rápidos em Suzuka no ano passado, mas a corrida foi bastante monótona. Este ano, vamos ter de abrandar na sequência de S para gerir a energia, mas, mesmo assim, poderemos assistir a uma corrida melhor. Isso irá mostrar se as regras são adequadas para a corrida", continuou.
Mercedes W17
Foto: Sam Bloxham / LAT Images via Getty Images
Russell, que também reconhece que a competição pode aumentar no restante da temporada, destacou especialmente o potencial de desenvolvimento da Red Bull, da Ferrari e da McLaren.
“Já vimos equipes que estavam fortes no início da temporada ficarem para trás no final do ano. Sabe-se que a Red Bull está um pouco pesada, a McLaren ainda não trouxe atualizações e a Ferrari, em geral, está forte. Por isso, o cenário pode mudar", analisa.
Ao comentar sobre a disputa entre os pilotos da Ferrari na China, Russell disse que essa foi uma das melhores disputas dos últimos anos e destacou os aspectos positivos das novas regras.
“Seria muito improvável ver uma disputa como essa com os carros do ano passado, porque eram maiores e mais pesados. Por isso, também era difícil acompanhar outro carro. Acho que foi dado um passo importante com o novo chassi. É claro que há pontos a serem aprimorados na unidade de potência, mas todos estão se concentrando um pouco demais nos aspectos negativos. É preciso ver os aspectos positivos também", concluiu.
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