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F1 - Steiner defende protesto da Haas contra Alonso e Pérez: "Precisamos de consistência da FIA"

Chefe da Haas questionou "dois pesos e duas medidas" da FIA quanto à aplicação das bandeiras preta e laranja

Guenther Steiner, Team Principal, Haas F1

Gunther Steiner saiu em defesa dos protestos protocolados pela Haas contra os carros de Fernando Alonso e Sergio Pérez após o fim do GP dos Estados Unidos do último domingo, afirmando que o objetivo é buscar uma consistência da direção e prova e dos comissários da FIA para a Fórmula 1.

A motivação por trás do protesto foi o fato de Kevin Magnussen ter recebido três bandeiras preta e laranja ao longo do ano por danos em seu carro, apesar da equipe explicar à FIA que, devido ao seu design a placa final solta não sairia do carro.

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Em Austin, Pérez teve danos em sua asa dianteira na primeira volta, que levou a placa a sair voando pouco depois. Mais tarde, Alonso sobreviveu ao acidente com Lance Stroll, mas viu seu espelho direito ficar solto por muitas voltas, antes de cair na reta final da prova.

A Haas entrou em contato com a direção de prova durante a corrida questionando a inação, mas sem resposta. Por isso, a equipe entrou com um protesto alegando que ambos estavam em condições inseguras.

O de Pérez foi rejeitado enquanto o de Alonso foi acatado. A FIA reconheceu que o carro não deveria ter sido considerado seguro nem com o espelho solto ou sem o espelho, já que comprometia sua visão.

Alonso foi penalizado com 30 segundos, o que levou Magnussen a ganhar uma posição no resultado final da prova.

"Não estou mirando ninguém", disse Steiner ao Motorsport.com. "Para mim, precisamos de consistência. A FIA é a reguladora e eles precisam ser consistentes. Se há a perda de um espelho e as regras dizem que você precisa de dois, não tem como justificar ter apenas um por causa do acidente".

"Algumas vezes é ok, outras vezes não é ok. Precisamos encontrar um modo de tornar isso ok ou não, que você saiba o que está fazendo, e é isso que tentamos encontrar, se há consistência ou não".

Fernando Alonso, Alpine A522

Fernando Alonso, Alpine A522

Photo by: Zak Mauger / Motorsport Images

"Agora vamos trabalhar com isso no futuro. Em nossa visão, guiar sem um espelho, sendo que no regulamento fala que você precisa de dois, parece algo simples. Faltava um espelho, e não faz diferença como que ele foi perdido".

"Vimos ele solto, e eles já deveriam ter recebido a preta e laranja. E depois ele saiu voando. Aí ele deveria ter sido desclassificado, porque estava faltando um equipamento de segurança. É a mesma coisa se seu apoio de cabeça se solta".

Sobre Pérez, Steiner destacou uma aparente anormalidade que, se uma placa final da asa dianteira está presa, ela pode levar a uma bandeira preta e laranja, mas se ela se solta posteriormente, o piloto escapa da penalização.

"No caso da asa dianteira, são dois pesos e duas medidas. Se você perde aquela parte, ok. Mas se ela está pendurada, você não está ok, mesmo garantindo que não tem como ela cair. Há uma diferença".

"Há modos diferentes de se fazerem asas dianteiras, e escolhemos uma segura, em que as coisas não saem voando. Aparentemente, é mais seguro fazer a parte voar do que mantê-la ali".

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