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F1 tem maior público da história em Austin, renova audiência e abre caminho para expansão nos EUA

400 mil fãs compareceram ao Circuito das Américas no fim de semana, o equivalente a quatro Super Bowls; temporada equilibrada e "efeito Netflix" são fatores

A fan with a US flag in a grandstand

O GP dos Estados Unidos não teve uma das corridas mais disputadas da temporada, apesar da boa batalha estratégica entre Red Bull e Mercedes, mas foi um verdadeiro sucesso. O Circuito das Américas recebeu cerca de 400 mil fãs ao longo do fim de semana e contou com a presença de várias celebridades, sendo a principal delas o astro do basquete Shaquille O'Neal no pódio.

O número representa o maior público da história da Fórmula 1 e decretou o 'começo' da volta à normalidade na categoria e seu crescimento em solo norte-americano, com direito à tradicional invasão de pista que não se via desde o começo da pandemia de Covid-19. Para muitos, o grande retorno da corrida de Austin também pode ser atribuído ao 'efeito Netflix' com a série Drive to Survive.

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O CEO do Circuito das Américas, Bobby Epstein, comparou o evento ao Super Bowl, final da NFL que mobiliza o país inteiro, pela massiva presença do público e a divulgação do GP na mídia.

"Isso [400 mil pessoas] é o equivalente a quatro Super Bowls, e fizemos tudo em um fim de semana", disse ele ao veículo americano Statesman. "O impacto econômico e a atenção que atrai no mundo, com seis horas de cobertura global para mais de 100 milhões de pessoas, é um comercial maravilhoso para nossa comunidade."

Para efeito de comparação, o GP dos Estados Unidos de 2018 teve um total de 264 mil torcedores nas arquibancadas ao longo do fim de semana, o que já foi um número alto. Os 400 mil de 2021 podem ser creditados a vários fatores: temporada equilibrada, protagonistas carismáticos e, principalmente, a 'renovação' de audiência que a Netflix trouxe à F1.

 

O sucesso de Austin abre caminho para a categoria seguir expandindo sua influência no país. Miami já está confirmada como cidade-sede de um GP em 2022 e há conversas para uma terceira corrida, em Las Vegas.

O Circuito das Américas ainda não renovou para seguir no calendário da F1, mas isso parece ser uma formalidade a depender da taxa de entrada, segundo Epstein: "Não estamos debatendo sobre se voltaremos aqui no ano que vem, mas como vai ser um acordo de longo prazo. Há apenas o obstáculo dos custos."

"Eles sabem que causam um impacto econômico muito grande em todos os lugares para onde vão e exigem um preço muito alto por isso. Você tem muitos pretendentes, e isso torna tudo mais difícil. E não há muitos eventos como este."

Futura paixão americana?

Crowds fill the grandstands

Crowds fill the grandstands

Photo by: Zak Mauger / Motorsport Images

Para o dirigente, outros fatores poderiam contribuir para o esporte finalmente se tornar uma paixão nacional no país, o principal deles é ter um piloto nativo vencedor, mas relembrou que isso ainda deve demorar e que qualquer investimento da Liberty Media, detentora da categoria e nacional dos EUA, não depende só do lado esportivo.

"Apenas ter uma equipe americana não traz os fãs às arquibancadas", disse ele na época ao Motorsport.com. "Descobrimos isso porque [Gene] Haas, [GuntherSteiner e aqueles caras colocaram o melhor produto que puderam. Acho que um campeão daqui faria sim muito bem."

"Adoraria que eles [Liberty] gastassem muito dinheiro tentando ajudar os jovens, mas isso é uma decisão de negócios. É um investimento arriscado de muito mais longo prazo, que tem que ser de interesse dos acionistas. A maioria dos campeões começou a pilotar pequenas motos ou karts quando tinham apenas um dígito de idade."

"Então, você está olhando para um projeto de uma década e essa é uma conversa difícil", concluiu.

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