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Corrida de Xangai foi marcada por disputa entre pilotos da Ferrari e chefe da equipe esclareceu motivo pelo qual decidiu não interromper disputa

Charles Leclerc, Ferrari, Lewis Hamilton, Ferrari

Em um GP da China de Fórmula 1 dominado pela Mercedes de Kimi Antonelli, apesar de uma breve resistência de Lewis Hamilton no início da corrida, foi naturalmente o duelo entre as Ferraris — rapidamente interrompido por George Russell — que animou grande parte do domingo em Xangai. Uma disputa por vezes extremamente acirrada, ela chegou a ter ainda pontos de contato, mas Frédéric Vasseur não quis interromper.

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A disputa entre os dois pilotos — que se estendeu por vários episódios ao longo das primeiras 40 voltas — chegou a um leve “beijo” na 25ª volta. Durante toda a sequência, os dois não pareceram querer poupar esforços e não necessariamente levaram em conta a mínima possibilidade de que esse confronto pudesse lhes custar mais tempo do que o necessário diante das Mercedes.

Confrontado tanto com a questão do risco de colisão quanto com a perda de tempo, Vasseur esclareceu o porquê de ter escolhido a não intervenção. Em entrevista à Sky Sports, o francês explicou sua visão: “Confio neles. É verdade que é sempre delicado, pois é difícil dizer para eles pararem e não quero pedir que se fixem em suas posições, teria sido injusto. São profissionais, trabalharam muito bem e isso é bom para a equipe e para a F1. Prefiro que as coisas continuem assim". 

"Não foi muito arriscado", acrescentou ainda à Sky Italia. "Acho que tudo estava sob controle. Claro, a gente sempre fica um pouco preocupado porque sempre pode acontecer alguma coisa, mas também é muito difícil 'congelar' as posições. Eles demonstraram grande profissionalismo e eu me diverti bastante. Estávamos fazendo um bom trabalho e nunca se sabe o que pode acontecer no final, então acho que foi a decisão certa deixá-los disputar. Achei que foi uma batalha fantástica”. 

"Também posso parecer um idiota 30 minutos depois..."

Frederic Vasseur assume le choix ne de pas intervenir.

Frederic Vasseur assume a escolha de não intervir.

Foto de: James Sutton / Fórmula 1 / Formula Motorsport Ltd via Getty Images

Diante da imprensa internacional, incluindo o Motorsport.com, Vasseur admitiu: “Sei perfeitamente que também posso parecer um idiota meia hora depois". No entanto, para ele, trata-se também de uma fase de construção importante para todo a equipe.

“No fim das contas, essa também é a melhor maneira de construir um time. Precisamos desse tipo de competição dentro da equipe para nos aprimorarmos, e enquanto isso acontecer como hoje — eles até nos disseram várias vezes pelo rádio que se divertiram bastante —, não quero fixar as posições", disse. 

Questionado sobre o fato de que a ausência das McLaren poderia ter ajudado a manter viva a disputa, Vasseur concordou: “Sim. No início estávamos lutando contra as Mercedes. Enquanto estivermos a menos de um segundo, podemos aproveitar um impulso extra [modo ultrapassagem] e somos capazes de manter o ritmo, mas assim que elas abrem uma vantagem de um segundo, fica muito mais difícil”. 

"Acho que talvez estejamos atacando um pouco mais do que eles nas primeiras voltas, mas, depois das dez primeiras voltas, voltamos à vantagem de quatro ou cinco décimos que eles têm. Atrás de nós estava [a Haas de Oliver] Bearman, creio eu, ou [a Alpine de Pierre] Gasly em determinado momento, e eles estavam bem distantes, o que significa que podemos administrar um pouco melhor a situação", concluiu. 

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