F1: Vencedores e perdedores do histórico GP da Itália
Enquanto Kimi Antonelli impressionava o paddock com sua melhor corrida até então, sua vitória em casa parece destinada a ser um divisor de águas em 2026
Quer você seja ou não um fã das corridas 'iô-iô' de 2026,não dá para negar que o GP da Itália de Fórmula 1 esteve repleto de motivos para chamar a atenção. Kimi Antonelli protagonizou uma recuperação histórica com a aprovação dos tifosi da Ferrari, enquanto a própria Scuderia tropeçou logo no primeiro obstáculo em sua corrida em casa.
Vencedor: Kimi Antonelli
O domingo parecia destinado a ser um dia de emoções conflitantes para os tifosi. Chegando em peso e estabelecendo um novo recorde de público em Monza, os torcedores lotaram o 'Templo da Velocidade' para idolatrar a Ferrari, mas acabaram decepcionados com o que sua equipe nacional apresentou.
Mas quaisquer lágrimas após a forte batida de Charles Leclerc na segunda volta logo deram lugar à pura alegria e ao orgulho quando Antonelli protagonizou uma recuperação histórica, conquistando a primeira vitória italiana na corrida em casa desde 1966.
Após a chegada, as transmissões mostraram uma imagem de torcedores da Ferrari vestidos de vermelho erguendo uma bandeira italiana com o nome de Kimi, sugerindo que grande parte da torcida, que lotou o autódromo, conseguiu rapidamente passar de reverenciar sua instituição nacional para celebrar seu novo herói nacional.
A aula de Antonelli lhe rendeu a recompensa máxima: ser recebido por um mar de torcedores na reta final de Monza ao subir ao degrau mais alto do pódio mais glorioso da F1. Ao contrário dos anos de Michael Schumacher, porém, a famosa sequência dos hinos nacionais alemão e italiano foi tocada na ordem inversa.
Com a meta de uma vitória em Monza alcançada, o título mundial será o próximo objetivo a ser conquistado por Kimi?
Foto: Clive Rose / Fórmula 1 via Getty Images
Perdedor: George Russell
A volta por cima de Antonelli foi tão espetacular para ele quanto humilhante para Russell, que praticamente jogou a toalha no final da corrida quando as chances no campeonato foram mencionadas.
Russell não cometeu muitos erros e, se não fosse pelas ''travessuras' de Max Verstappen na classificação, ele estaria na pole no sábado. Parece que ele encontrou um adversário à sua altura no companheiro de equipe mais jovem, e simplesmente igualar Antonelli não será mais suficiente.
“Kimi merece estar no comando”, disse Russell. “Nem estou pensando em uma disputa, uma recuperação ou qualquer coisa do tipo. Vai ser extremamente desafiador superar essa diferença, então estou simplesmente aceitando que as coisas são assim".
Muita coisa pode acontecer em 10 corridas, mas se Antonelli ainda não estivesse no controle, então ele desferiu um golpe mental devastador em Monza.
Vencedor: Max Verstappen
Apenas Verstappen conseguiria garantir um pódio em uma corrida na qual tinha poucas chances, lutando com uma mão amarrada nas costas contra a gestão de energia superior dos carros da Mercedes. Não fazemos ideia de como Max conseguiu disputar com Russell por tanto tempo quanto disputou.
Mas conquistar o terceiro lugar, à frente das duas McLarens e apesar dos problemas evidentes no eixo traseiro do RB22, foi o melhor resultado possível que ele poderia ter esperado. Para alguém que detesta esse tipo de corrida 'io-iô' ditada pela bateria, certamente uma parte dele deve ter gostado da disputa também.
Perdedora: Ferrari
Foto: Andy Hone/LAT Images via Getty Images
A Ferrari chegou à sua corrida em casa munida de sua mais recente rodada de atualizações aerodinâmicas para tornar seu carro mais eficiente na veloz Monza, bem como de sua segunda atualização permitida da unidade de potência, que se acredita ter reduzido seu déficit de potência em 30 a 40%.
Apesar de um início animador na sexta-feira, não foi o suficiente no momento necessário, embora o déficit de duas décimas da Ferrari na classificação, em um circuito que exige muita potência, tenha sugerido que seu progresso era, pelo menos, genuíno.
Mas, para uma equipe que queria dar passos adiante na execução do fim de semana de corrida, a prova foi mais uma experiência difícil, com Leclerc no centro de tudo. Depois de ser desafiado pelo companheiro de equipe Lewis Hamilton por dentro da curva 1 na largada — o que se tornou a parte externa da Curva 2 —, Leclerc defendeu por fora e forçou Hamilton para a brita.
Leclerc disse que tentou “fazer a curva 2 o mais apertada possível”, mas não o suficiente para deixar espaço para Hamilton, já que o britânico caiu para a nona posição. Um simples incidente de corrida ou uma questão de Leclerc ter competido com seu companheiro de equipe de forma mais agressiva do que com qualquer outro? Essa é uma pergunta que só ele pode responder.
Mas sua corrida logo terminou com um estrondo, quando ele perdeu o controle do carro na saída da Parabólica e bateu com força nas barreiras na segunda volta.
Provavelmente a Ferrari nunca conseguiria derrotar os carros equipados com motores Mercedes em casa — como ficou evidente pelo fato de Hamilton não ter conseguido acompanhar os líderes —, mas os tifosi certamente esperavam algo melhor do que um sexto lugar e um abandono.
Vencedora: Alpine
Após sua sensacional primeira pole no sábado, Pierre Gasly não conseguiu acompanhar os líderes no domingo, apesar de seus melhores esforços para dificultar a vida de Russell na largada, como era de se esperar.
Passar da primeira para a sétima posição não parece muito impressionante isoladamente, mas a Alpine terminou na liderança do pelotão intermediário, resultado com o qual a equipe certamente estaria satisfeita antes do fim de semana.
Franco Colapinto chorou ao falar com a imprensa sobre seu erro bizarro na primeira curva de Lesmo, que lhe roubou a oportunidade de estar na frente com Gasly, mas ele provavelmente não teria terminado em posição melhor do que o oitavo lugar, em vez do nono, de qualquer maneira.
De qualquer forma, a Alpine vai sair com o moral em alta deste fim de semana, já que busca retomar o controle da disputa pelo quinto lugar em meio aos avanços da Racing Bulls.
Perdedora: Aston Martin - Honda
Lance Stroll, Aston Martin Racing
Foto: Andy Hone/LAT Images via Getty Images
A Aston Martin pode ter melhorado significativamente seu carro na Hungria, mas as melhorias da Honda durante a temporada têm sido, na melhor das hipóteses, moderadas e deixaram a equipe completamente exposta em Monza, desaparecendo novamente atrás da Cadillac.
Nem Fernando Alonso, nem Lance Stroll conseguiram chegar ao final da corrida, devido a uma “suspeita de dano no carro” no caso do espanhol e a um problema hidráulico na máquina do canadense.
A equipe de Silverstone mal pode esperar pela chegada de 2027.
Monza será TUDO ou NADA! Os BASTIDORES da F1 ATUAL e do PASSADO com PIETRO FITTIPALDI e FELIPE MOTTA
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