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Chefe da Mercedes disse que tempo de trabalho é importante na F1, e citou outros funcionários que ficaram na equipe alemã

Max Verstappen, Red Bull Racing RB16B, leaves the pits

A Red Bull está fazendo um grande esforço com sua nova divisão de motores, pretendendo produzir seu próprio motor para os novos regulamentos da Fórmula 1 que entrarão em vigor em 2025. Mas Toto Wolf acredita que a equipe austríaca vai precisar mais do que isso para chegar ao nível de suas rivais.

A equipe, baseada em Milton-Keynes, interior da Inglaterra, começou a trabalhar em uma fábrica de última geração, e fez grandes contratações, incluindo vários funcionários da própria divisão de motores da rival Mercedes.

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Mas, embora perder funcionarios para uma equipe rival não seja o ideal, Wolff deixa claro que o impacto em sua própria operação foi mínima.

E, embora aceite que a Red Bull está fazendo um grande investimento para garantir que possa ser competitiva, o chefe da Mercedes acha que o desafio que a equipe austriaca vai enfrentar não deve ser subestimado.

Ele está bem ciente do quanto equipes como Mercedes, Renault e Ferrari tiveram de investir ao longo dos anos para colocar sua infraestrutura no nível certo, e também quanto tempo leva para fazer as coisas funcionarem corretamente.

Em uma entrevista exclusiva para a edição italiana do Motorsport.com, Wolff colocou algumas perspectivas sobre o tamanho do desafio que a Red Bull vai enfrentar.

“Temos cerca de 900 pessoas trabalhando na fabrica”, disse Wolff. “Eles se aproximaram de 100, e conseguiram entre 10 e 15, principalmente equipe de manufatura, sem relação à área de desempenho. E, nesse aspecto, se eu fosse construir uma nova fábrica, também começaria assim.”

"Mas entre contratar algumas pessoas e ter uma fábrica de motores competitiva totalmente instalada e funcionando, há um longo caminho a percorrer.”

“Acho que a Red Bull pode fazer isso, com os recursos que estão sendo investidos, mas a Mercedes e as outras estão construindo seus motores há décadas.”

“Então 15 caras e uma fabríca vazia não serão suficientes para serem competitivos em três anos com uma nova unidade de potência.”

"Dito isso, estamos levando-os muito a sério porque são uma grande equipe e têm os recursos financeiros para isso. Mas se sabemos de uma coisa na Fórmula 1, é que isso precisa de tempo. Nenhum dinheiro pode acelerar a curva de aprendizado. "

Wolff disse durante o fim de semana do GP da Espanha que, embora vários funcionários tenham deixado a divisão de motores da Mercedes, uma grande maioria permaneceu fiel, apesar das grandes ofertas feitas pela Red Bull.

"Internamente, é muito bom ver os realmente leais, que foram abordados, um número esmagadoramente maior do que os que foram atraídos", disse ele. “Ver essa lealdade confirmou os valores deste grupo.”

“Algumas pessoas realmente boas foram abordadas. E eles nem pensaram duas vezes. Eles ficaram porque gostam do ambiente e do que nós representamos.”

"É um bom ambiente e provamos que é um bom lugar para trabalhar e prosperar. E isso é algo que me deixa muito orgulhoso pela organização em Brixworth."

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