Após os testes de pré-temporada da Fórmula 1 em Barcelona, a Mercedes está sendo apontada como a escuderia mais forte do grid. No entanto, o chefe de equipe Toto Wolff é cauteloso quanto aos resultados e aponta que os rivais não empregaram força total na semana de pista na pista espanhola e que focaram no gerenciamento de energia dos motores.
"Eu vi que, em termos de desempenho puro em um ou mais testes de pista, parecia que ninguém estava realmente desmoronando", começou Wolff, em coletiva de imprensa no lançamento oficial do W17. "Estou muito feliz com o que conseguimos em termos de interação entre a unidade de potência e o chassi".
"Mas dito isso, tivemos três dias sólidos. Isso é algo para construir em cima, mas ainda não temos uma imagem clara de desempenho porque não vimos o Max pilotando o carro rápido e também não vimos a McLaren e a Ferrari fazendo o que sabem fazer. Então, eu me conteria cuidadosamente, mas com cautela, de dizer que foi ótimo para nós. Simplesmente não sabemos".
Expectativas sobre os pilotos e sequência no Bahrein
Foto de: Mercedes AMG
Sobre GeorgeRussell ser considerado um dos favoritos ao título pelas casas de aposta após Montmelò, o chefe de equipe apontou que isso é um bom sinal, mas que ainda não enfrentaram outras condições de pista, como o quente e abrasivo asfalto do Bahrein, palco das próximas sessões de pré-temporada de 2026.
"Sabe, é sempre bom quando seu piloto é o favorito das casas de apostas e acho que ele [Russell] merece isso porque é um dos melhores. Ele nos mostrou onde está o desempenho do carro e, no geral, foi mais do que ótimo para nós. Mas também, sabe, sempre vence o melhor piloto com o melhor carro e ainda não provamos que temos um pacote bom o suficiente".
"Ainda não enfrentamos o calor do Bahrein com o asfalto abrasivo, que sempre foi complicado para nós. Então, espero que as casas de apostas estejam certas, mas só vou acreditar quando vermos desempenhos que confirmem isso".
Falando sobre Andrea Kimi Antonelli, promessa da Mercedes, Wolf disse que "ele está completamente na trajetória que sempre planejamos no começo, no ano passado, seu primeiro ano na F1 com esse enorme circo ao redor dele, as obrigações com a mídia, os pedidos dos patrocinadores e dos fãs, e é exatamente por isso que tivemos desempenhos muito bons e também algumas corridas em que ele teve mais dificuldades".
"Então, agora não há dúvida sobre sua velocidade e sua habilidade em corrida. Ele está entrando em sua segunda temporada, conhece todas as pistas, conhece todos vocês, conhece, sabe, a maioria dos outros requisitos. Então, tenho absoluta certeza de que será um bom ano para ele".
'Dito isso, não acho que devemos esperar que ele esteja sempre no topo, sabe, como o George. George é um dos melhores. Ele está na Fórmula 1 há muito tempo. É uma referência e o Kimi tem 19 anos e está entrando em sua segunda temporada. Então vamos ver outro passo, disso tenho certeza".
Sem repetir o 'fracasso' do zeropod?
A era do efeito solo não foi a mais proveitosa para a Mercedes, principalmente após a aposta (mal-sucedida) no chamado 'zero pod'. Questionado sobre o que aprendeu nos últimos anos, Wolff afirmou que "há muitas lições" para se levar do antigo regulamento e que deve prega moderação nas expectativas.
"A primeira é o que eu disse antes, o gerenciamento de expectativas. Sabe, quando lançamos nosso carro em 2022, esperávamos ganhar um segundo e meio com o conceito de zeropod no segundo teste e obviamente isso falhou porque não previmos o problema relacionado a isso, que era o peso excessivo e o carro não conseguir rodar baixo e estar muito inflexível".
"Tenho certeza de que outros desafios surgirão de várias dimensões e, por isso, os aprendizados foram imensos. Você aprende mais nos dias que perde do que nos dias que ganha porque você se aprofunda mais, pois é doloroso e humilhante. Por isso quero, sabe, moderar as expectativas, internas e externas, e reduzir a pressão porque vai ser uma jornada difícil".
Comparação com Red Bull-Ford e Ferrari
Max Verstappen, Red Bull Racing
Foto de: Formula 1
O chefe da Mercedes destacou que o trabalho em ferramentas próprias, além dos relatórios vindos de outras equipes, é importante, mas que "a curva de aprendizado será íngreme" e que a comparação com as soluções de outras fabricantes de unidades de potência, como Ferrari e Red Bull-Ford, será interessante.
"Quando vermos o que os outros fazem, entenderemos melhor. Sabe, é bastante interessante ver na Ferrari e na Red Bull como eles gerenciavam a energia em Barcelona. Era diferente do nosso jeito".
"Não era pior, não era melhor, apenas diferente. Então acho que aprender vendo os outros, aprendendo com a quilometragem que faremos, os desafios nas corridas onde, sabe, percebemos, espera um minuto, no domingo, não mapeamos isso da forma como se ganha corridas".
"Talvez tenhamos feito para uma volta rápida e de repente você cai para trás. Então os caras mais espertos no carro e na engenharia vão vencer", concluiu.
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