Ferrari descarta protesto formal contra motor Mercedes e pede regra clara na F1
Fred Vasseur afirmou que quer uma regra clara quanto para a polêmica taxa de compressão das unidade de potência das "Flechas de Prata"
O clima bélico na Fórmula 1 causado pela polêmica envolvendo taxa de compressão dos motores parece ter esfriado um pouco. O chefe de equipe da Ferrari, Fred Vasseur, afirmar que não vai apresentar protesto formal à FIA caso o órgão seja favorável à manutenção da regra que, em tese, permitiria o 'truque' que supostamente estaria presente nas unidades de potência das "Flechas de Prata".
Ferrari, a Honda e a Audi teriam se unido para tentar barrar o suposto 'truque' do motor Mercedes, que poderia ter uma taxa de compressão acima do permitido de 16:1, alcançando 18:1 em temperaturas elevadas.
Segundo a regra atual, a tal taxa é medida em temperatura ambiente e com a máquina parada. As três fabricantes buscaram encontrar uma maneira de medir a tal taxa de compressão com a máquina funcionando e quente e, assim, exigir a mudança no item do regulamento técnico.
Nas últimas semanas, rumores apontaram que a Red Bull-Ford teria se juntado às outras fabricantes de unidades de potência nessa 'novela', incluindo nas reuniões do Cômite Consultivo das unidades de potência (PUAC).
A decisão final sobre o método de verificação da taxa de compressão dos motores deve ser tomada na próxima semana, em uma reunião da Comissão de F1 da FIA, afirmou o portal britânico The Race.
No entanto, a possibilidade de um protesto formal contra a Mercedes para a Federação, especulada por vozes do paddock da F1, parece ter sido descartada pelo chefe da Ferrari, Vasseur, que quer uma regra clara sobre o tema.
“Não estamos lá para protestar”, disse Vasseur para o The Race. “Estamos lá para termos uma regulamentação clara e para que todos a compreendam da mesma forma. Mas não falamos em protestar".
“Com os novos regulamentos sobre a bateria, o motor, o chassi, os pneus e os regulamentos desportivos, estávamos caminhando em uma direção onde tínhamos áreas cinzentas. Haveria diferentes interpretações do regulamento por parte das equipes, e às vezes até mesmo das equipes para a FIA. É uma consequência direta do novo regulamento, e sempre foi assim".
“O mais importante para mim é chegar a um consenso. Todos podem aceitar que cometemos erros ou que não tínhamos o mesmo entendimento antes. Mas o que precisamos é que fique bem claro que agora é 'assim'. Acho que é isso que podemos esperar a partir da próxima semana", concluiu.
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