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Enquanto a Ferrari tem mantido um rígido código de silêncio sobre suas esperanças para a temporada seguinte, sob as ordens do presidente Sergio Marchionne, o trabalho está progredindo em Maranello para garantir um passo à frente muito necessário.

Depois de colocar pressão sobre si mesma no início de 2016, com declarações ousadas sobre ganhar a primeira corrida da temporada, este ano os esforços da Ferrari estão ocorrendo sob sigilo.

O desenvolvimento do projeto 668 está bem avançado e está programado para fazer sua aparição pública em Fiorano para um dia de filmagem no dia 24 de fevereiro.

O diretor técnico Mattia Binotto, que foi transferido do departamento de motores, espera um avanço graças a um projeto final que pode ter muito pouco em comum com a versão de 2016.

Foi apurado que o foco principal da mudança esteja na combustão, com a câmara ajustada para um aumento considerável na pressão, graças ao trabalho sobre o sistema de ignição a jato que tem sido usado nos últimos anos.

Sugere-se que exista um novo design de micro-injector da Magneti Marelli, que ajuda a garantir a chama perfeita para a câmara de ignição para aumentar o desempenho, e que também minimiza o uso de combustível para reduzir o consumo.

As mudanças vão colocar o motor sob grandes forças e aumento na temperatura, que pode ser uma ameaça à confiabilidade.

Para atingir seus objetivos, a Ferrari está tendo que revolucionar sua abordagem no design de motores, e decidiu se concentrar na inovação. Os testes estão agora em curso sobre um conceito de design do novo pistão que usa uma liga de aço nova.

Embora os fabricantes estejam limitados pela FIA, em termos dos materiais que podem usar, a Ferrari busca se afastar do alumínio, que é comumente usado.

Ligas de alumínio são mais leves do que o aço, mas têm menos capacidade de resistir à deformação e não quebrar em temperaturas extremas. Peso extra em peças móveis, como pistões, é um grande problema, então o foco tem sido em encontrar uma solução que funcione melhor e tenha mais confiabilidade.

Para ajudar na missão em encontrar a liga certa, os engenheiros de Maranello estão avaliando as mais recentes tecnologias de impressão 3D.

Usar esta técnica permite que os engenheiros construam camadas finas com um material de cada vez, por isso é possível criar formas complexas que não foram possíveis antes.

O grau de liberdade que vem da impressão 3D, aliado à velocidade de produção, abriu uma nova fronteira de desenvolvimento de design.

O uso de materiais, como ligas de aço, que em processos de fundição normais não seriam adequados para a produção de um pistão de F1, pode agora ser considerado porque você não precisa mais fabricar superfícies cheias.

É provável que a Ferrari não esteja sozinha na adoção desta tecnologia. Binotto está esperando conseguir as melhorias de desempenho o mais rápido possível, e poderá ser logo no início da temporada.

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