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Terceira colocação da equipe no campeonato de construtores do ano passado não impediu que a escuderia de Maranello mantivesse seu status de principal detentora de direitos comerciais da Fórmula 1

Sebastian Vettel, Ferrari SF70H, Kimi Raikkonen, Ferrari SF70H

No início de cada temporada, a Formula One Management (FOM) projeta receitas para o ano de acordo com o exercício anterior. O faturamento da FOM em 2016 está estimado em US$ 1.83 bilhão, com receita mínima assegurada de US$ 1.38 bilhão.

Em seguida, ela distribui aproximadamente 68% dessas receitas entre as equipes qualificadas.

O valor de US$ 940 milhões é 3,5% menor do que o do ano passado, devido aos aumentos esperados nos custos de marketing em linha dos planos do Grupo Liberty para o esporte e uma redução no número de GPs, de 21 para 20.

As receitas estão distribuídas pelas 10 equipes por meio de nove pagamentos mensais a partir de abril, com um pagamento final maior, quando as receitas definitivas estiverem calculadas, em março de 2018.

O valor que cada equipe recebe se baseia em uma série de fatores, incluindo o desempenho ao longo da temporada, o sucesso do passado e contratos especiais.

Ferrari, Mercedes, Red Bull e McLaren possuem acordos separados para pagamentos de bônus do campeonato de construtores. A Ferrari também recebe um pagamento de equipe de longa data, enquanto Williams cobra um pagamento de patrimônio.

A Red Bull recebe um pagamento extra por ser a primeira equipe a assinar o atual modelo de acordo, que vai até 2020, e isso totaliza um acréscimo de US$ 35 milhões.

Depois de cumprir seu objetivo acordado de dois campeonatos mundiais, a Mercedes recebe um pagamento anual especial que corresponde ao da Red Bull.

A Ferrari receberá US$ 180 milhões no total, representando quase um quinto do total de "pote", mas 12 milhões menos do que no ano passado.

Isso representa US$ 108 milhões a mais do que o montante da Force India, apesar de uma ter terminado a apenas uma colocação de diferença no campeonato de construtores de 2016. A Mercedes conquistou os campeonatos de pilotos e construtores pelo terceiro ano consecutivo, mas ainda recebeu menos de US$ 9 milhões do que a Ferrari.

Force India e Williams terminaram à frente da McLaren na classificação, mas cada uma recebe um valor menor.

Se o pote fosse dividido igualmente, cada equipe receberia US$ 94 milhões. Isso deixaria o pagamento da Ferrari US$ 86 milhões menor, enquanto a Sauber receberia um adicional de US$ 45 milhões.

O Motorsport.com contatou a FOM, que se recusou a comentar sobre as receitas.

Confira os valores 

Haas F1: US$ 19 milhões
Sauber: US$ 49 milhões
Renault Sport F1: US$ 52 milhões
Scuderia Toro Rosso: US$ 59 milhões
Sahara Force India: US$ 72 milhões
Williams: US$ 79 milhões
McLaren: US$ 97 milhões
Red Bull Racing: US$ 161 milhões
Mercedes AMG F1: US$ 171 milhões
Ferrari: US$ 180 milhões
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