FIA promete discutir segurança dos carros da F1 em abril
Federação e equipes aproveitarão pausa de abril, sem corridas, para tentar resolver problema de segurança dos regulamentos de 2026
"Era apenas uma questão de tempo", disseram vários pilotos, após presenciarem o grave acidente sofrido por Oliver Bearman ao tentar desviar de Franco Colapinto no GP do Japão.
O debate sobre a segurança dos carros de Fórmula 1 de 2026 foi rapidamente reaberto devido à maior importância da tecnologia elétrica no gerenciamento da energia dos motores, o que causou uma grande diferença de velocidade entre a Haas de Bearman e a Alpine de Colapinto, em que, segundo o próprio argentino, ambos estavam no limite, mas parecia que ele estava em uma volta de saída lenta dos boxes.
Bearman saiu da pista em alta velocidade — 308 km/h — e sofreu um impacto de 50 G ao parar contra as barreiras de segurança na curva 13. Ele não sofreu nenhuma fratura, mas teve uma contusão no joelho direito.
Diante da repercussão gerada no circuito e nas redes sociais, a FIA agiu rapidamente e publicou um comunicado prometendo tratar do assunto seriamente, aproveitando-se do fato de que não haverá corridas em abril após o cancelamento dos GPs do Bahrein e Arábia Saudita.
O comunicado da FIA diz: "Após o acidente de Oliver Bearman no GP do Japão e a influência da alta velocidade no ocorrido, a FIA deseja esclarecer o seguinte:
Desde a sua introdução, o regulamento de 2026 tem sido alvo de constante debate entre a FIA, as equipes, os fabricantes de motores, os pilotos e a FOM. Este regulamento inclui, por definição, diversos parâmetros ajustáveis, principalmente no que diz respeito à gestão de energia, que permitem a otimização com base em dados reais.
"Todas as partes interessadas mantiveram a posição de que uma revisão estruturada seria realizada após a fase inicial da temporada para coletar e analisar dados suficientes. Portanto, várias reuniões foram agendadas para abril para avaliar o desempenho dos novos regulamentos e determinar se são necessários ajustes."
A FIA salienta que quaisquer alterações, incluindo na área da gestão de energia, exigem "simulações minuciosas e análises detalhadas" e continua: " A FIA continuará a trabalhar de forma próxima e construtiva com todas as partes interessadas para garantir o melhor resultado possível para o esporte, e a segurança permanecerá sempre um elemento central da sua missão."
"Neste momento, qualquer especulação sobre a natureza das possíveis mudanças seria prematura. Mais informações serão comunicadas oportunamente."
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