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FIA rejeita protesto da Haas contra a Force India

Os comissários do GP de Abu Dhabi rejeitaram o protesto da Haas contra a Force India antes da etapa de encerramento da temporada de 2018.

Sergio Perez, Racing Point Force India VJM11 and Kevin Magnussen, Haas F1 Team VF-18

A Haas alegou que a nova inscrição da Force India, aceita pela FIA no GP da Bélgica após o processo de administração judicial do time original, não é uma construtora de fato, já que usa o projeto de outra empresa e equipe.

A Haas afirmou que a Racing Point Force India estava, portanto, inadequada para inscrever aqueles carros no campeonato.

Depois de uma longa audiência, que aconteceu por dois dias em Abu Dhabi, os comissários descartaram o protesto e estabeleceram um veredito favorável à Force India.

A Haas foi representada por seu chefe, Gunther Steiner, e pelo diretor, Peter Crolla, além de um representante legal. Já a Force India contou com o diretor esportivo, Andy Stevenson, mais um conselheiro e representante legal.

O diretor de provas da F1, Charlie Whiting, esteve na audiência, assim como o líder de governança, integridade e regulamentação da FIA, Pierre Ketterer, via teleconferência.

Os comissários publicaram nove decisões como resposta à audiência, sendo que os vereditos foram dados com base nas regras da F1 sobre “peças listadas”.

Cada equipe deve desenhar suas próprias peças que são citadas como “listadas”, embora elas possam ser adquiridas por uma fornecedora externa, desde que não sejam de uma concorrente.

A Haas contestou que a Racing Point Force India não desenhou, nem buscou a peça de um fornecedor externo.

Os comissários determinaram que a Force India original não podia ser considerada uma “competidora ou construtora”, porque ela não existe mais, e disse que não existe embasamento das regras que afirma que as peças listadas não poderão vir de uma equipe antiga ou que já foi excluída do Mundial.

A Force India deixou de ser considerada uma construtora ou competidora no dia 16 de agosto, quando seus bens foram vendidos para que fosse formada a Racing Point Force India.

Os comissários, então, determinaram que a aquisição das peças listadas fosse permitida.

Assim, a Racing Point Force India cumpre com as definições de construtora e competidora, então ela é considerada uma inscrita válida.

O protesto da Haas foi descartado, sendo que a equipe americana tem o direito de apelar da decisão.

Os comissários também citaram que a Haas agiu de boa fé, já que o “material significativo” somente veio à tona recentemente.

Por mais que o protesto diga respeito ao âmbito esportivo, ainda há uma longa discussão referente à premiação financeira para ver se a nova Force India tem direito ao prêmio da Force India antiga.

A Haas considera que a nova Force India não deveria ter permissão ao prêmio da “Coluna 1”, que é dada às equipes que terminam no top 10 em duas das últimas três temporadas.

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