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Gribkowsky pega oito anos de prisão por receber propina de Ecclestone

Alemão havia confessado operação ilegal para facilitar a venda de ações da F-1 à empresa controlada pelo britânico em 2006

O analista de riscos Gerhard Gribkowsky foi sentenciado a oito anos e meio de prisão por crimes que incluem ter recebido propina em negociação de ações da Fórmula 1. Promotores alemães colocam o nome de Bernie Ecclestone como cúmplice.

O ex-analista de riscos do banco BayernLB foi acusado de evasão de divisas, quebra de confiança, e por receber pagamentos inapropriados na venda dos 47,2% que seu banco tinha das ações da F-1 à CVC Capital Partners, presidida por Ecclestone, há seis anos.

De acordo com os promotores, tal quantia foi paga pelo próprio Ecclestone para garantir que a porcentagem fosse vendida à CVC.

Gribkowsky dissera ao tribunal em Munique na semana passada que as acusações de que o dinheiro que havia recebido de Ecclestone como suborno  eram "essencialmente verdadeiros". Com o resultado, é possível que a versão de Ecclestone, de que pagara ao alemão por se sentir ameaçado, seja confrontada.

Ecclestone negou as acusações de Gribkowsky, e disse que ele apenas tentou se valer da delação premiada.

"Acho que ele disse isso [que recebeu propina], para talvez ficar sete anos em vez de 14 anos", disse Ecclestone ao jornal Daily Telegraph na semana passada. "O pobrezinho está preso há 18 meses. Ele diria qualquer coisa para se salvar. Ele ficará trancado não importa o que aconteça", disse Ecclestone, que ainda não foi acusado formalmente e é tratado como suspeito.

Acredita-se que, se a justiça alemã for atrás de Ecclestone, tentará um acordo financeiro ao invés de colocar o octogenário sob um longo e custoso julgamento.

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