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Hartley: Plano para me tirar da Toro Rosso começou em Mônaco

Neozelandês diz que desde o início do ano sentiu que Toro Rosso não o queria mais

Brendon Hartley, Scuderia Toro Rosso STR13

O ex-piloto da Toro Rosso, Brendon Hartley, afirmou que um plano para tira-lo de sua vaga na Fórmula 1 estava "em andamento" já a partir do GP de Mônaco do ano passado.

A campanha de Hartley para a temporada completa da F1 em 2018 foi rodeada de especulações de que ele perderia sua vaga na Toro Rosso, com a Red Bull entrando em contato com a McLaren no início do ano querendo verificar a disponibilidade de seu então piloto de Fórmula 2, Lando Norris.

Campeão do Mundial de Endurance e vencedor da 24 Horas de Le Mans, Hartley manteve o seu lugar até o final de 2018, mas foi substituído por Alexander Albon para 2019 menos de 24 horas após o final da temporada.

Escrevendo em sua edição de despedida de seu diário para o The Player's Tribune, que documentou seu ano de estreia na F1, Hartley revelou que ele estava convencido durante o fim de semana do GP de Mônaco em maio que havia um desejo de tira-lo da equipe.

Ele descreveu a situação de ir para a corrida de Abu Dhabi como "um pouco estranha", porque estava inseguro sobre seu futuro. Para ele a política da F1 significava que "todo mundo meio que caminha sobre cascas de ovos, e nem sempre há clareza".

"Uma hora depois da corrida, fui convocado para uma reunião", disse Hartley. "E alguns minutos depois disso, eu não era mais um piloto de F1. Na reunião não foi dito muito. Ficou claro para mim, então, que desde Mônaco havia um plano em andamento para me tirar."

Questões sobre o futuro de Hartley começaram na quarta-feira antes do GP de Mônaco, e ele admitiu que "a pior parte daquele dia foi descobrir que havia alguma verdade nos rumores".

Ele confessou o choque: "depois de algumas corridas, algumas pessoas pareciam que não me queriam lá".

Hartley acrescentou: "voltei para o hotel naquela noite olhando para as paredes do circuito de Monte Carlo, sabendo que se eu batesse naquele fim de semana minha carreira na Fórmula 1 poderia terminar em poucos dias”.

"Eu sabia que todas as sessões de treinos carregavam mais peso para mim. Todo tempo, cada resultado estava sob análise e poderia ser usado contra mim para alavancar minha cadeira."

O GP de Mônaco foi uma das corridas mais fortes da temporada para a Toro Rosso, mas enquanto Gasly terminou em sétimo, Hartley não conseguiu progredir na classificação e foi tirado da corrida enquanto estava fora do top-10. Foi a segunda vez nas seis primeiras corridas que Gasly aproveitou a oportunidade para conseguir um grande resultado, enquanto que Hartley se limitaria a marcar apenas quatro pontos em toda a temporada.

O piloto disse que se viu pensando em seu colega neozelandês Chris Amon, um piloto conhecido por sua infelicidade. A temporada de Hartley incluiu "acertar pássaros, sofrer com acidentes nas primeiras voltas, penalidades de motor, falhas de suspensão e outros problemas que não foram resolvidos".

Embora a competitividade da Toro Rosso tenha caído, Hartley fez o melhor uso do motor Honda para se classificar em sexto no Japão e terminar em nono nos Estados Unidos.

Hartley disse que nunca perdeu o apoio dos membros da equipe da Toro Rosso na garagem e deixou Abu Dhabi "orgulhoso" de seus esforços na F1, agradecendo aqueles que o apoiaram durante o ano.

"Eu sentirei falta", disse Hartley, que ainda não tem nenhum programa confirmado em 2019. “Eu estaria mentindo se dissesse o contrário”.

"A porta da Fórmula 1 definitivamente não está fechada e a experiência adquirida em um ano no topo do esporte significa que chegarei mais preparado e mais forte para as oportunidades que vierem a partir de agora."

Brendon Hartley, Toro Rosso

Brendon Hartley, Toro Rosso

Photo by: Andrew Hone / LAT Images

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