F1: Honda confia em decisão da FIA sobre 'truque' dos motores Red Bull e Mercedes
Marca japonesa lançou, nesta terça-feira (20) a unidade de potência que fornecerá para a equipe da Aston Martin
Após a Red Bull Powertrains, a Honda também revelou seu novo motor, desenvolvido para o novo regulamento da Fórmula 1, e que equipará os carros da Aston Martin. A fabricante japonesa torna-se assim o segundo dos cinco fornecedores de motores do grid a apresentar completamente sua unidade de potência. Na polêmica sobre a taxa de compressão dos motores da marca de bebidas energéticas e da Mercedes, a gigante automotiva afirmou que confia na decisão da FIA.
Embora a controvérsia sobre as unidades de potência — e a legalidade da solução delas para alcançar uma taxa de compressão superior a 16:1 permitida pelo regulamento — ainda está em aberto, aguardando principalmente uma reunião entre a FIA e os fabricantes antes dos testes em Barcelona, a possível superioridade dessas unidades não parece preocupar os concorrentes.
Durante a apresentação do motor Honda nesta terça-feira, Tetsushi Kakuda, chefe do projeto de F1 da HRC (Honda Racing Corporation), afirmou confiar plenamente no julgamento da federação quanto à conformidade da câmara de compressão desenvolvida pela Mercedes e Red Bull.
"Na F1, cada equipe interpreta o regulamento à sua maneira para determinar o que é permitido ou não, e cabe à FIA decidir se essa interpretação é aceitável", declarou.
"Não sabemos o que nossos rivais estão fazendo, então não posso comentar, mas isso faz parte da essência da F1. Do nosso lado, também pensamos em como ganhar ao menos uma pequena vantagem sobre os outros fornecedores de motores".
À medida que se aproximam os testes de pré-temporada, cuja primeira sessão será em Barcelona de 26 a 30 de janeiro a portas fechadas, Andy Cowell, chefe de estratégia da Aston Martin, detalhou a preparação da equipe, o andamento desses testes de inverno e os desafios que os aguardam antes das primeiras voltas com o novo carro.
"Temos nove dias de testes na pista antes de Melbourne [três dias em Barcelona e seis no Bahrein], e o desafio será entender o carro como um todo, tanto em termos de confiabilidade quanto de desempenho", disse Cowell. "Nas primeiras sessões, vamos focar principalmente em verificar todos os sistemas."
"Sensores adicionais serão instalados no carro, especialmente para medir as cargas aerodinâmicas, assim como na unidade de potência, para entender melhor o comportamento do veículo em seu ambiente real. Realizamos muitos testes em Sakura e Silverstone [sedes da Honda e da Aston, respectivamente], mas nada substitui a pista".
"Depois, é preciso começar a analisar o desempenho puro do carro, e é aí que o relato do piloto se torna fundamental, assim como os dados dos sensores. Vamos acelerar, aprender e nos adaptar. Um plano já está estabelecido, mas ele vai evoluir dia após dia conforme descobrirmos mais".
Les équipes ne pourront rouler que trois jours sur les cinq programmés lors de chaque session d'essais hivernaux.
Photo de: Honda
"E na F1 não existe realmente uma especificação final para um carro. Estamos sempre aprendendo, desenvolvendo constantemente novos componentes: novas asas dianteiras, novas asas traseiras, novas formas de preservar os pneus, de aproveitar a energia ou de reduzir o arrasto".
No entanto, Cowell ressaltou que, apesar das muitas voltas e dados coletados nos testes de pré-temporada, nada substituirá a primeira corrida do ano para entender o comportamento real dos carros.
"O que sempre surpreende nos testes é que os carros tentam se manter afastados uns dos outros", explicou o britânico. "Tentamos andar longe para evitar o ar sujo, que atrapalha o comportamento do carro. Mas em Melbourne, quando as luzes se apagarem, todos estaremos lado a lado. É nesse momento que realmente entenderemos como os carros se comportam, antes de nos adaptarmos coletivamente e evoluirmos".
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