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Local de novo autódromo no Rio é considerado de risco máximo, diz rádio

Militares dizem que terreno de autódromo em Deodoro é considerado zona“vermelha”, com muito risco de explosão

Autódromo de Deodoro

O terreno cedido pelo exército para a construção do novo autódromo do Rio de Janeiro, em Deodoro, zona oeste da cidade, tem granadas que podem lançar estilhaços a até um quilômetro de distância.

Segundo reportagem da rádio CBN, militares estimam que seriam necessários 18 anos para concluir a varredura do local, desmentindo o que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse no início do ano. Há granadas de morteiro, canhão, de mão e de artilharia, e também detonadores com cargas e minas terrestres no local. A área deverá ser entregue para licitação em junho.

Com mais de 30 anos de experiência, o capitão da marinha Teotônio Toscano, especialista em explosivos, desaconselha a construção de qualquer empreendimento no local. Segundo ele, se as máquinas atingirem os explosivos, podem ser causados ferimentos graves e até morte.

“Ali é uma região muito perigosa. Tudo o que tem ali é classificado como artefato não detonado, então é um local de risco máximo”, falou à rádio.

“É realmente muito perigoso começar uma obra de um autódromo que você vai entrar com bate-estaca e retroescavadeira, sem você esteja com absoluta certeza de que você está com o campo limpo para poder fazer isso”.

O terreno era usado como Centro de instrução e operações especiais do exército, conhecido como Centro de Treinamento do Camboatá.

Desde janeiro começou a descontaminação do terreno, e as explosões são diárias, segundo os moradores da região. A MotoGP é por enquanto a categoria internacional que demonstra maior intresse em sediar uma corrida na nova pista.

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