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Lowe: Williams é mais forte que Mercedes em algumas áreas

Novo diretor técnico já detecta pontos fortes em equipe de Grove, mas minimiza possibilidade de “fazer milagre”

Felipe Massa, Williams FW40, leads Valtteri Bottas, Mercedes AMG F1 W08

Novo diretor técnico e acionista da Williams, Paddy Lowe considera que sua equipe já está mais forte do que a campeã mundial Mercedes em determinadas áreas.

Lowe, que esteve em posição de destaque na Mercedes no período em que o time alemão dominou três campeonatos consecutivos, entre 2014 e 2016, retornou à Williams, onde já havia trabalhado entre as décadas de 1980 e 1990.

O dirigente minimizou a possibilidade de sua chegada trazer ganhos imediatos à Williams, mas, ao comparar as duas estruturas, relatou que já percebeu pontos fortes em sua nova casa.

“A primeira fase [do trabalho] é conhecer a equipe e ver onde eu posso agregar valor. O desafio é saber extrair o máximo do que você tem à disposição para obter os melhores ganhos. Isso não é diferente se você trabalha em uma determinada estrutura, como eu tinha em outra equipe, ou no que temos aqui. O processo é o mesmo e há coisas na Williams que, sem dúvida, já são muito melhores do que a Mercedes tem”, disse Lowe ao Motorsport.com.

 “Eu preciso ver quais são os pontos fortes e quais são as lacunas para que eu possa trabalhar em cima disso. Já me perguntaram por várias vezes nos últimos anos ‘qual é o segredo?’, mas seria totalmente descabido pensar que alguém pode chegar a uma nova equipe e, de repente, fazer milagre.”

Nada de sentimentalismo

Lowe também afirmou que deverá deixar totalmente de lado as suas conexões emocionais com a Mercedes a partir das atividades para a abertura do campeonato de 2017, na Austrália, neste fim de semana.

“É interessante, porque é claro que você tem sentimentos para com aquilo que você fez [em outra equipe]. Esses sentimentos você tem naquela ‘terra de ninguém’, quando está entre um emprego e outro”, contou.

“Eu suspeito fortemente de que, quando eu estiver na Austrália e completamente concentrado em minha nova equipe, meus pensamentos estarão onde estou e como podemos melhorar. Isso desaparece automaticamente com a intensidade com a qual você fica imerso na competitividade da F1.”

Além disso, Lowe também descarta ter uma abordagem emotiva em seu retorno à velha casa. “[Voltar à Williams] É uma história incrível, mas ainda estou me familiarizando. Voltar foi um momento emocionante, já que faz quase 30 anos que eu comecei na Williams, no fim de 87. É muito especial voltar e, na prática, assumir a posição de meu chefe original, Patrick Head”, relata.

“Ao mesmo tempo, não se trata de sentimentos, e sim de avançar, e não de contar histórias antigas. Estou muito ansioso para o futuro e já estou muito feliz com o que vi e com o que posso fazer a partir disso.” 

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