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Magnussen: F1 não é nada do que eu imaginava quando criança

“Se você me dissesse quando eu era criança que um dia eu ficaria feliz com o sétimo lugar, eu teria me matado”, brinca piloto da Haas

Kevin Magnussen, Haas F1 Team

Kevin Magnussen admitiu que a F1 não é nada parecida com o que ele imaginava quando era criança, já que ele jamais esperaria que comemorasse um sétimo lugar.

Magnussen chegou à F1 em 2014, logo após conquistar o título da F-Renault 3.5 e de ser vice da F3 Inglesa e da F-Renault 2.0 NEC. Logo em sua primeira corrida na categoria, ainda pela McLaren, surpreendeu ao subir no pódio em segundo lugar.

No entanto, pouco depois as dificuldades começariam. O dinamarquês perdeu a vaga na McLaren após somente uma temporada, ficou fora de atividade por praticamente todo 2015 e só retornou ao grid no ano seguinte.

Desde então, fez uma temporada pela Renault e duas pela Haas, onde teve poucas chances de repetir o pódio de sua estreia na F1.

Diante deste cenário, Magnussen confessou que esperava que a F1 era algo diferente quando visualizava a categoria antes de seu ingresso. “É longe do que eu imaginava. A mentalidade que tenho agora é longe demais daquilo que eu pensava que teria”, disse, em entrevista ao site da emissora ESPN.

“Essa parte do trabalho realmente é uma droga. Não é nada divertido. Mas ainda é a F1 e ainda tiramos prazer em fazer um bom trabalho, claro, mas estou ansioso para que um dia isso mude.”

“Se você me dissesse quando eu era criança que um dia eu ficaria feliz com o sétimo lugar, eu teria me matado! Mas essa é a situação.”

Magnussen foi mais um que expressou seu desejo em ver a F1 sendo mais parelha na comparação entre as equipes de ponta e os demais times do pelotão.

“A F1 é assim nos dias de hoje. A menos que você esteja nas três principais equipes, você pode esquecer pódios e vitórias. Isso é um pouco triste. Tiramos prazer de corridas em que sentimos que fizemos o melhor que podíamos. Espero que um dia nós possamos celebrar de forma mais apropriada se conseguirmos um pódio uma vitória, quem sabe.”

“A situação ideal para a F1 seria ter um pelotão mais parelho. Você sempre terá a melhor equipe vencendo, e estas equipes normalmente serão Mercedes e Ferrari e aqueles de sempre, porque as pessoas vão querer trabalhar nestas grandes equipes, independentemente do orçamento ou coisa do tipo.”

“Mas seria bom se as equipes menores, como a Haas, tivessem uma chance de vencer de vez em quando, obter um pódio algumas vezes no ano e ter algo para lutar, ter alguma esperança. É só o fato de você ir aos fins de semana e sequer pensar em pódio. Nem passa pela cabeça.”

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