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Maior rival de Senna - segundo ele próprio - nunca saiu dos karts

Hoje aos 63 anos, o britânico Terry Fullerton ainda se orgulha dos tempos em que batia o piloto brasileiro

Certa vez, quando perguntado contra qual piloto havia gostado mais de competir na pista, Ayrton Senna, já tricampeão mundial de Fórmula 1, surpreendeu: “Eu teria de voltar aos anos de 1978 a 1980, quando eu era kartista e era companheiro de equipe de Terry Fullerton. Ele era muito experiente e eu gostava muito de pilotar com ele porque ele era rápido, consistente e para mim era um piloto muito completo. Era pilotagem de verdade, não havia política. E dinheiro.”

[publicidade] Não que a relação dos dois tenha sido às mil maravilhas. O brasileiro chegou a jogar o rival na piscina de um hotel depois de perder uma corrida.

Mas, afinal, por onde anda o rival que Ayrton mais admirava, 21 anos depois de sua morte? Aposentado das pistas desde 1984 – mesmo ano em que Senna estreou na F-1 –, o britânico, hoje com 63 anos, garante que não chegou lá porque essa nunca foi sua meta. Depois que o irmão morreu em um acidente de moto nos anos 1960, ele concluíra que buscar uma categoria que, na época, era bem mais perigosa do que hoje, lhe traria problemas familiares.

Fullerton escolheu, portanto, fazer carreira no kart. “Meu sonho, quando eu tinha 13 anos, era ser piloto profissional de kart”, lembrou, à Reuters. “Esse era meu sonho, enquanto as crianças agora já sonham em estar na Fórmula 1.”

E o britânico se tornou profissional aos 19. “Eu amei. Não me sentia conectado com o automobilismo. Na verdade, não gostava de automobilismo, nem assistia à Fórmula 1, só amava o kart.”

Não só amava como foi um dos melhores na modalidade. Melhor, muitas vezes, do que Senna. “Ele não foi sempre considerado o melhor piloto do mundo. Porque quando ele andava de kart, não era [o melhor]. Naquela época, provavelmente o melhor era eu. Se você fizesse uma pesquisa na época, ele provavelmente ficaria em quinto ou sexto.”

Ainda hoje, o fato de Senna ter reconhecido a dificuldade de batê-lo, em frase usada no documentário “Senna”, é motivo de orgulho para Fullerton. “Isso abriu para o público o fato de Ayrton ter tido uma vida antes da Fórmula 1.”
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