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“Manor não estaria no grid não fosse Bianchi”, acredita Stevens

Para piloto britânico, pontos conquistados por Jules Bianchi em 2014 foram cruciais para que time não fechasse as portas

Jules Bianchi, Marussia F1 Team MR03
Will Stevens, Manor F1 Team
Jules Bianchi, Marussia F1 Team
Will Stevens, Manor F1 Team
Ciao Jules
Jules Bianchi, Marussia F1 Team
Will Stevens, Manor F1 Team

Graças ao prêmio em dinheiro extra oferecido pela FOM, o nono lugar de Bianchi no GP de Mônaco do ano passado permitiu que sua equipe continuasse na F1 em 2015. Quem ressaltou isso nesta quinta-feira em Budapeste foi o piloto britânico Will Stevens, que neste ano dirige para a Manor – time que usava o nome Marussia em 2014.

"Tem sido uma semana difícil, e como equipe temos de lidar com isso e avançar", disse Stevens. "Todos nós precisamos ficar juntos para nos consolar. Claramente o fim de semana vai ser difícil."

"A diferença que Jules fez no ano passado em Mônaco foi fundamental para nós ainda estarmos aqui. Não há um único membro da equipe que subestime o que ele fez por nós. Sem a sua contribuição, as coisas para nós seriam muito diferentes agora.”

"Eu o conhecia desde cedo no kart. Nunca ouvi uma má palavra dita sobre ele. Ele sempre foi um grande cara."

O risco de correr de monoposto

Sobre o tema da segurança na F1, Stevens acredita que muito já tenha sido feito para que lesões sejam cada vez mais raras.

"Nós nunca vamos conseguir tornar o esporte 100% seguro, mas com os avanços que fizemos ao longo dos últimos anos, temos uma categoria hoje em dia extremamente segura", disse ele.

"Obviamente o fator restante são os impactos na cabeça. Temos um cockpit aberto, isso sempre pode acontecer. Isso é uma coisa que precisa ser olhada, mas é muito difícil de escapar de coisas assim.”

Quando perguntado se era à favor de cockpits fechados, Stevens respondeu: "Para mim, pessoalmente, há outros elementos de perigo envolvidos nisso também. Você pode criar problemas diferentes, então há prós e contras.”

"A Fórmula 1 sempre teve cockpits abertos, e se tem sido assim desde sempre, então, pessoalmente, acredito que deva continuar. Mas a segurança é a prioridade número 1. Se novos sistemas vierem para melhorar as coisas, então temos de considerá-los."

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