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Mark Webber dá aula sobre a perda de pressão aerodinâmica

É difícil seguir outro piloto de perto "pelo mesmo motivo pelo qual aviões não decolam um atrás do outro", diz australiano

Webber é perseguido por Vettel

Quantas vezes não vimos durante as corridas um piloto tirando constantemente a diferença em relação ao outro, dando toda a impressão de que vai passar, até que de repente seu carro para de funcionar corretamente? É bem verdade que, em dias de DRS, o efeito da turbulência aerodinâmica é bem menos sentido pelos F-1, mas, como Mark Webber explicou ao TotalRace, segue sendo um grande desafio.

“Isso se sente quando se está a partir de cerca de dois segundos atrás. É algo que vai afetar mais em pistas como Barcelona, com curvas rápidas. É o motivo pelo qual aviões não decolam um atrás do outro, caso contrário perderiam o controle – eles precisam de ar limpo para levantar voo da mesma forma que precisamos de ar limpo para gerar pressão aerodinâmica. O mesmo acontece com corridas de barcos, que precisam de águas sem turbulência.”

O efeito negativo da turbulência é menor com a DRS porque o sistema visa justamente diminuir a resistência ao vento na asa traseira. Isso iguala de certa forma a relação entre os dois carros. Webber, no entanto, lembra que estar em posição de ativar a asa, ou seja, a menos de um segundo do carro que vai à frente, já é difícil o suficiente.

“Para nós, a sensação é de que o carro fica muito mais leve, perde aderência, o que faz com que seja mais difícil chegar próximo de alguém que está com a parte aerodinâmica funcionando com ar limpo. Isso é menos dramático agora que podemos usar a DRS, mas ainda assim é preciso estar em posição de usá-la, o que vimos por várias vezes que é difícil.” 

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