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Massa: "Se tiver chance de ser competitivo, tudo muda”

Brasileiro compara sua situação com a de Ronaldinho Gaúcho, nega que tenha sequelas do acidente e garante que lê críticas

Massa destaca que tem melhorado seu ritmo após a pausa de agosto

Felipe Massa não se vê como um caso perdido na F-1. Longe disso. O brasileiro usa o exemplo de Ronaldinho Gaúcho para ilustrar como os resultados podem fazer de alguém considerado acabado novamente um esportista reverenciado. Para isso, garante que segue trabalhando para voltar a vencer.

“Até há pouco tempo o Ronaldinho Gaúcho tinha acabado, já era, jogava no Milan, não ia para seleção. Tudo o que você ouvia e lia era que estava em fim de carreira. Voltou para o Flamengo, agora está na seleção fazendo um excelente trabalho e todo mundo já o coloca na seleção para disputar a Copa de 2014. Tudo muda muito rápido no esporte”, explicou em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo. “Tenho certeza de que se no ano que vem ou no outro eu tiver a chance de ser competitivo, tudo muda.”

E Massa precisa que o cenário atual, de apenas cinco pódios e nenhuma vitória nas últimas duas temporadas – sendo que, em 2011, seu melhor resultado foi um quinto lugar – mude rapidamente, uma vez que 2012 é seu último ano de contrato na Ferrari.

“Fazer um bom ano em 2012 será muito mais importante, fundamental para o meu futuro numa equipe competitiva na F-1, sem dúvida, por isso a vontade é maior do que nunca. Sei que se não tiver um ano bom em 2012 tudo pode mudar, tudo funciona em função do resultado.”

O brasileiro revela que não só acompanha, como também entende as críticas que os torcedores.

“Eu entendo 100%, lógico, também sou torcedor. Fico maluco, dependendo do jogo, com meu time. Nunca tive problemas para abrir um site, blog, e ler escrito que fiz uma cagada, faz parte. Hoje é fácil você expressar o que pensa na internet. Antes você não tinha uma ideia certa do que o torcedor pensava.”

Massa só critica a postura da imprensa que, de acordo com o piloto, não o ajuda como profissionais de outros países fazem com seus compatriotas.

“A imprensa é sempre a favor do seu piloto. No Brasil não é 100% assim, a imprensa pega muito forte. É muito dura com os esportistas. No GP do Brasil vejo o que a torcida faz nas arquibancadas. Esse sim é o torcedor. Mas quando você abre o jornal, encontra tudo diferente. Isso não é o que o torcedor pensa de mim, mas a imprensa.”

O piloto não acredita nem que o acidente sofrido em 2009 – “tudo aquilo eu fazia antes do acidente eu continuo fazendo, mas tinha um carro mais competitivo antes” – nem a suspeita de que recebe tratamento diferenciado em relação ao companheiro Fernando Alonso na Ferrari – “pode ter certeza de que se você experimentou e funcionou, teu companheiro vai tentar, é tudo exposto; nunca me passou pela cabeça que existe tratamento diferente” – sejam os motivos de sua queda de rendimento.

“Este ano houve muitas etapas onde eu estava bem, tinha ótimo ritmo, tanto na classificação como na corrida. Mas depois alguma coisa acabou acontecendo, eu caía lá para trás, perdia várias posições. Não estou dizendo que eu iria ganhar a prova, mas faria o trabalho normal que eu e a equipe esperavam.”

O piloto reconhece, no entanto, que precisa melhorar seu rendimento, algo que vem conseguindo ao menos nas últimas classificações, superando Alonso em quatro oportunidades nos últimos seis GPs.

“Claro que eu preciso melhorar o ritmo. Em classificação eu melhorei muito. Até o meio do ano eu estava num ritmo muito inferior, mas depois das férias de agosto a gente está brigando de igual para igual, melhorei muito.”

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