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Mateschitz: "estou perdendo o interesse na Fórmula 1"

O chefão da Red Bull admite que está perdendo o interesse em manter a sua equipe na Fórmula 1, em meio a crescente frustração com a Renault.

Daniel Ricciardo, Red Bull Racing
Dietrich Mateschitz, CEO e dono of Red Bull
Renault F1 Sport truck. Formula 1, teste, Dia 2, quarta-feira
Adrian Newey, Chefe de engenharia da Red Bull Racing
Daniil Kvyat, Red Bull Racing
Daniel Ricciardo, Red Bull Racing
Daniel Ricciardo, Red Bull Racing
Daniil Kvyat, Red Bull Racing RB11

Às vésperas do GP da Áustria, em que a Red Bull vai correr no quintal de casa, Dietrich Mateschitz, dono da marca admitiu que está perdendo o interesse em manter sua equipe na Fórmula 1, a menos que consiga um reviravolta na relação com a Renault, que está indo de mal a pior.

Em uma entre vista ao site Speedweek, Mateschitz disse que há vários fatores que estão deixando-o desiludido com a categoria e que é só uma questão de tempo para ele tirar o time de campo, caso as coisas não mudem.

Um dos motivos é o descontentamento com a Renault - "Eles tiram de nós, não apenas tempo e dinheiro, mas também a vontade e a motivação. Não há nenhum piloto e ou chassi capaz de compensar esta falta de potência", afirma.

O austríaco também critica a restrições aerodinâmicas e dos motores, no regulamento: "as normas aerodinâmicas são tão rigorosas que o nosso designer Adrian Newey não pode usar o seu talento. E temos um limite de quatro motores (que a equipe já chegou no limite). Então, vamos perder posições no grid. O que mais tem que acontecer para perdermos completamente a motivação", questiona.

Não há obrigação de permanecer

Embora  que a Red Bull tenha firmado um compromisso com Bernie Ecclestone para ficar na F1 até 2020, Mateschitz contou que não foi nada que possa forçá-lo a permanecer.

"Quantas equipes já saíram, mesmo com os contrator em vigor? Você não pode forçar para ficar, quando ele quer sair", afirma.

Mudança para motores Ferrari é improvável

Especulações apontaram que a Red Bull poderia pegar todos de surpresa e mudar de fornecedor de motor já a partir do ano que vem, migrando para a Ferrari, o chefe da equipe negou.

"Não há absolutamente nada sobre isso (os rumores). Para 2016 nós só temos uma alternativa, a Renault", descartou.

Mateschitz afirmou que se a Red Bull se tornar cliente da Ferrari, automaticamente seria impedida de conquistar títulos, pois iria virar concorrente da própria.

"Você só pode ter um motor que é bom o suficiente para tirar os pontos dos rivais diretos. Mas nunca seríamos bom o suficiente para vencer a equipe de fábrica, que fornece estes propulsores", argumentou.

"Com os motores Ferrari, nós nunca seremos campeões do mundo de novo", completou.

Por fim, o austríaco dá um recado, alfinetando a fabricante francesa: "Ainda estamos esperando (a Renault vai ficar melhor). A esperança é a última que morre", completou.

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