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Equipe revela tensão na prova de resistência de seu projeto, mas comemora fato de ter conseguido aprovação completa

Fernando Alonso, McLaren MCL32 and halo
Carlos Sainz Jr., Scuderia Toro Rosso STR12, halo
McLaren MCL32, halo
Stoffel Vandoorne, McLaren, Halo device fitted
Fernando Alonso, McLaren MCL32, halo
The halo device is fitted to the cockpit of a McLaren MCL32
Antonio Giovinazzi, Haas F1 Team VF-17 and halo

Os testes de força realizados no halo da F1 foram descritos como “bastante assustadores” devido às forças extremas que foram aplicadas no carro.

A obrigatoriedade do uso do halo na F1 neste ano trouxe complicações para as equipes para garantir que seus carros sejam fortes o suficiente para suportar os testes de impacto da FIA, o que incluía a aplicação vertical de uma carga de 116 kN.

O diretor técnico da Mercedes, James Allison, explicou na semana passada que o halo deve ser capaz de aguentar forças equivalentes a ter um ônibus posicionado em cima do carro.

Diretor de engenharia da McLaren, Matt Morris revelou o quão surpreendente foi seu trabalho de supervisionar os testes realizados no halo – e acrescentou que sua equipe teve de fazer mudanças inesperadas no chassi depois de encontrar problemas nos projetos iniciais.

“Foi um grande desafio”, disse Morris, sobre passar nos testes de impacto com o halo. “As cargas foram muito, muito altas. Sempre soubemos que seria um desafio e investimos tempo e dinheiro para fazer várias peças de testes.”

“Obviamente, você não quer construir um chassi completo, mas construímos várias peças de testes em que tivemos protótipos do halo, halos parciais, halos completos, e testamos como que as interfaces se comportariam.”

“Encontramos alguns problemas, mas nos planejamos muito cedo, então pudemos reagir a esses problemas e chegar ao chassi principal. Foi por pouco.”

“Não estou dizendo que foi fácil. Houve alguns momentos de parar o coração, quando o teste estático vem em um ângulo oblíquo – o que tem o peso de um ônibus.”

“Quando você vê o teste acontecendo, é bastante assustador com a carga que está sendo aplicada ali, e é para isso que ele foi projetado.”

Morris disse que, devido ao caráter extremo do teste, é possível que algumas equipes venham a ter problemas.

“Será interessante ver se alguém terá algum problema. É um teste bastante difícil, então não me surpreenderia se alguém tivesse problemas.”

“Espero que isso não aconteça, porque queremos que todos estejam presentes nos testes, mas foi um desafio interessante.”

Morris também indicou que pode haver alguma variação no desenho de como o halo será incorporado ao carro, especialmente ao redor da área de instalação.

“Há várias formas de colocar a estrutura, e talvez vejamos algumas diferenças. O halo é o mesmo para todos, mas temos permissão de fazer ajustes, então, esteticamente, pode haver diferenças.”

Ajustes aerodinâmicos

As equipes da F1 estão autorizadas a acoplar algumas peças aerodinâmicas ao halo, e o chefe de aerodinâmica da McLaren, Peter Prodromou, acredita que poderá haver soluções interessantes, já que as equipes tentam minimizar perdas nessa área.

“Em termos de aerodinâmica, certamente não ficaremos livres de punição. Então, acho que há um desafio: primeiro ter a chamada ‘limitação de danos’, e, depois, pensar em explorar para ter oportunidades”, disse.

“Isso abre avenidas que possivelmente são boas de serem observadas – e estou certo de que haverá soluções diferentes por aí.”

“A gama é muito limitada, já que a permissão é ao redor da estrutura básica, mas há oportunidades para os aerodinamicistas.”

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