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Mercedes e Red Bull mudam suspensão e são aprovadas pela FIA

Entidade pediu para que conjunto de suspensão não desempenhe papel aerodinâmico de forma intencional e espera que assunto esteja resolvido

Valtteri Bottas, Mercedes AMG F1 W08
Charlie Whiting, FIA Delegate
Mercedes AMG F1 W08 front suspension detail
Mercedes AMG F1 W08, front suspension
Daniel Ricciardo, Red Bull Racing RB13
Valtteri Bottas, Mercedes AMG F1 W08
Lewis Hamilton, Mercedes AMG F1 W08
Max Verstappen, Red Bull Racing RB13
Red Bull Racing RB13 front detail
Haas F1 Team front detail
Red Bull Racing front detail
Mercedes AMG F1 logo signage
Valtteri Bottas, Mercedes AMG F1 W08
Valtteri Bottas, Mercedes AMG F1 W08
Valtteri Bottas, Mercedes AMG F1 W08

A FIA está confiante de que a controvérsia envolvendo os sistemas de suspensão dos carros da F1 não irá resultar em protestos no GP da Austrália, já que Red Bull e Mercedes foram solicitadas para alterar os elementos que foram inspecionados durante os testes. 

A polêmica das suspensões teve início na pré-temporada, depois que a Ferrari pediu por esclarecimentos da FIA a respeito da legalidade de itens que ajudavam na performance aerodinâmica dos carros.

A intenção original das conversas entre a Ferrari e a FIA era compreender os conceitos teóricos que ela queria adotar, embora muitos considerem que o real motivo foi para questionar as soluções criativas que Mercedes e Red Bull vinham utilizando.

Após um esclarecimento final da FIA nos testes que explicava que sistemas de suspensão não deveriam ser criados intencionalmente para ajudar na performance aerodinâmica, a entidade examinou os projetos de todas as equipes.  

Os times precisavam provar à FIA que seus sistemas não ajudavam no rendimento aerodinâmico dos carros – algo que Mercedes e Red Bull não conseguiram fazer, o que exigiu mudanças.

O diretor de provas da F1, Charlie Whiting, explicou: “Você não está autorizado a ter um sistema de suspensão que afete a performance aerodinâmica do carro, a menos que seja algo acidental. Nós não permitiremos isso. Essa é a abordagem que estamos adotando”, comentou.

“Queremos ver se a suspensão é uma suspensão comum ou se ela existe em função da aerodinâmica do carro. Essa é a mudança. Estamos focados mais nisso nesta temporada.”

“Se a suspensão se comporta de maneira assimétrica, então não há uma razão justificável para ela se comportar assim. Então, se a suspensão se abaixa em uma velocidade e volta à posição normal em outra, então não deveria haver nenhum motivo para isso.”

“Se as equipes não tiverem a capacidade de nos convencer, então eles não poderão usá-la.”

Ainda não se sabe ao certo qual será o impacto que a decisão terá na Red Bull e na Mercedes, mas sabe-se que o time alemão não utilizou o sistema em todas as corridas do ano passado. Então, a equipe poderá usar uma alternativa que já teve uso bem sucedido no passado.

Com o pedido feito a Red Bull e Mercedes, Whiting espera que o assunto já tenha sido solucionado de vez.

“Até agora, tudo está indo bem”, disse, quando questionado pelo Motorsport.com a respeito das inspeções realizadas em Melbourne.

“Marcin [Budkowski] e Jo [Bauer, ambos do corpo técnico da FIA] trabalharam muito em Barcelona, e aqueles que já vimos até agora [na Austrália] estão como esperávamos que estivessem. Acreditamos que não irá acontecer nenhum problema.”

Todos as 10 equipes já foram examinadas pela FIA e todas elas tiveram seus sistemas de suspensão aprovados.

Queima de óleo

Whiting também afirmou que, durante o GP da Austrália, haverá uma checagem nos motores dos carros a fim de examinar os problemas de queima de óleo.

A Red Bull pediu por esclarecimentos sobre o assunto por suspeitar que a Mercedes utiliza tal tática em voltas de classificação a fim de ganhar desempenho – algo que a equipe nega veementemente.

Whiting confirmou: “Certamente estamos monitorando o assunto. Trabalhamos fundo nisso em Barcelona. Vamos inspecionar todos os sistemas e checaremos de forma aleatória o uso do óleo para garantir que ele não está sendo usado como combustível.”

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