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Mercedes não repetirá em 2019 domínio da Williams em 1992, diz Ross Brawn

Chefe esportivo do campeonato, britânico não crê que carros da Mercedes ganhem mundial facilmente como fez a Williams em 1992 após três dobradinhas seguidas

Start: Ricardo Patrese, Williams Renault, Nigel Mansell, Williams Renault, Ayrton Senna, McLaren Honda, Michael Schumacher, Benetton Ford

O 1-2 de Lewis Hamilton e de seu companheiro de equipe Valtteri Bottas na China no último final de semana deu continuidade ao grande começo de ano da Mercedes, com sua terceira dobradinha em 2019. O time é o segundo na história a iniciar uma temporada de maneira tão avassaladora, imitando a Williams em 1992, com Nigel Mansell e Riccardo Patrese, que também conseguiu três dobradinhas seguidas.

Entretanto, Ross Brawn, chefe esportivo da F1, acredita que as razões para o sucesso da Mercedes são muito diferentes das tidas pela Williams na época. Ele acredita que a Williams era muito superior frente a seus concorrentes.

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Refletindo sobre a temporada dominante da Williams após o fim de semana, Brawn disse: “era um pacote técnico superior, estávamos na era da suspensão ativa. Mansell ainda venceu mais duas vezes antes de Ayrton Senna ter uma de suas performances milagrosas em Mônaco, que interrompeu a série de vitórias da corrida”.

“No entanto, apesar das estatísticas da Mercedes, não acredito que 2019 siga o mesmo roteiro de 1992.”

"As três dobradinhas de Lewis Hamilton e Valtteri Bottas estão definitivamente ligadas ao fato de que o time está operando à perfeição no momento, com um pacote técnico de primeira linha. Mas também é justo dizer que há uma oposição mais forte do que a que a Williams tinha em 92.”

Brawn acredita que a chave para a temporada é a Ferrari conseguir um final de semana perfeito. O time chegou perto de vencer no Bahrein antes de um problema de motor atingir Charles Leclerc.

"As três primeiras corridas confirmaram que se a Ferrari quer desafiar a Mercedes, tudo tem que ser perfeito em todos os níveis: desempenho, confiabilidade e trabalho em equipe", acrescentou Brawn.

"Isso é o que Binotto e seu pessoal têm que fazer, e, conhecendo Mattia, tenho certeza que ele está ciente disso e dedicará todas as suas energias para garantir que isso aconteça."

Brawn acrescentou que um dos aspectos positivos que surgiram nas primeiras corridas é que a luta pela volta mais rápida está melhorando o final das corridas, graças ao ponto extra.

“A atração de um ponto extra, desde que seja estabelecido por um piloto que esteja no top-10, foi impulsionada pelo desejo de adicionar um pouco de tempero aos estágios finais da corrida, especialmente quando a ordem parece mais ou menos definida”, explicou ele.

“Na China funcionou desse jeito. As seis primeiras posições mais ou menos estavam decididas, mas com Pierre Gasly um bom tempo à frente de Daniel Ricciardo da Renault, sua equipe Red Bull decidiu explorar a oportunidade que a vantagem lhe deu para um pit stop gratuito. Eles colocaram o francês na pista com pneus macios e o mandaram fazer a volta mais rápida.”

Brawn acrescentou: “antes da parada de Gasly, você também podia ouvir outros pilotos discutindo suas opções estratégicas no final da prova com as equipes no pit wall, mesmo que nenhum deles tenha assumido nenhum risco estremo. Esta foi uma regra inventada para agradar aos fãs e acho que vimos que realmente funciona”.

Pierre Gasly, Red Bull Racing RB15

Pierre Gasly, Red Bull Racing RB15

Photo by: LAT Images

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